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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Uma História de Amor e TOC

 Olá pessoas!
Trouxe hoje este livro que é um romance diferente, e vou te contar o porque.
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Bea é uma garota de dezesseis anos diferente. Uma garota que na verdade ficou diferente. Ás vezes acontecem coisas na nossa vida que nos transforma. E inicio com uma frase que pra mim faz total sentido: "Podemos ser loucos, mas existe uma lógica por trás até mesmo das coisas mais loucas que fazemos."

A história inicia com nossos personagens principais em um evento na escola, onde Beck está iniciando uma crise do pânico, pois aconteceu um apagão. Como Bea já está acostumada com aqueles sentimentos, percebe e o ajuda, mas no meio disso tudo rolou um clima e um beijo inesperado para ambos.

Bea faz tratamento com a Dra. Pat algumas seções para ajudar a superar seu transtorno. E foi diagnosticada com TOC que é uma doença de Transtorno Obsessivo Compulsivo, onde viajando na leitura, percebemos realmente essa compulsão por certos tipos de coisas. Dra. Pat indica para ela um tratamento em grupo com vários outros adolescentes com o mesmo problema. Mesmo contra vontade, aceita ir neste grupo e os nossos protagonistas se encontram. No dia do primeiro encontro deles, como estava tudo escuro, eles não se virão. Foi uma surpresa para ambos.

Então vivem numa luta constante contra suas manias. Beck com a obsessão pelo numero oito. Mas é uma obsessão mesmo, tipo: se ele for responder uma mensagem, precisa de fazer isso por oito vezes consecutivas dando a mesma resposta. Se tomar banho, se não conseguir em oito minutos só se fará em oitenta. E por aí vai. Quer mais? Ele é obcecado com seu corpo. Não é por vaidade, percebe-se isso, é uma compulsão para malhar, para que fique forte. Ele não se orgulha disso, somente tem medo de estar fraco. E o pior é quando essas duas compulsões se juntam ele malha por 8 horas seguidas e é claro que passa muito mal, mas enquanto não completa o tempo necessário sua mente quer controlá-lo.

Bea não é diferente com suas manias. Ela sofre para conseguir dirigir seu carro, faz um esforço enorme, mas o medo de atropelar alguém a impede de ir a mais de 30 km por hora e mesmo assim fica voltando para checar se está tudo bem num looping infinito. Entre todas as suas obsessões estão preocupação com sua vestimenta e com perigos do dia a dia em relação a objetos cortantes, o que mais se destacou foi a obsessão por um casal que faz terapia com a Dra. Pat. Isso acaba se tornando mais sério onde virá toda a história.

Achei muito interessante este livro, por que nunca tinha lido algo que representasse tanto uma mente de pessoas com este transtorno. Mas também é muito perturbador estar na cabeça de Bea, percebemos como essa compulsão funciona.

"Porque não há nada, nada pior do que não ser capaz de desfazer os pensamentos loucos, peço-lhes para sair , mas eles não vão. Tento ignorá-los, mas a única coisa que funciona é ceder. Tortura: saber que alguma coisa não faz sentido, fazê-la de qualquer maneira"