domingo, 11 de setembro de 2016

Os delírios de consumo de Becky Bloom - Sophie Kinsella

Olá pessoas!

Trouxe mais uma leitura, amo de paixão essa escritora e fiquei entusiasmada para saber o que seria deste livro.
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Rebeca Bloom é uma garota formada em jornalismo, trabalha em uma empresa especializada em mercado financeiro, e ela é a garota das finanças, porém não consegue administrar seu próprio dinheiro. Na verdade ela não tem o controle sobre o que gasta, tem uma ansiedade que a faz querer comprar compulsivamente coisas que provavelmente não terá utilidade.

Rebeca não leva seu trabalho muito à sério, quando tem que ir para alguma conferencia, vai interessada em passear, tomar champanhe e colocar em dia as fofocas com sua amiga.

Vive fugindo de seu gerente bancário. Eles mandam cartas, atrás de cartas, telefonemas, atrás de telefonemas a procurando e dando soluções para sua dívida que só cresce à cada dia, mas ela faz de "João sem braço", sempre arrumando desculpas para não comparecer e resolver a sua situação.

Pra mim, essa personagem tem um distúrbio, ou sei lá como posso chamar, talvez síndrome. A ansiedade faz ela gastar descontroladamente, a sensação de passar um cartão de crédito, de ter uma roupa, sapatos novos, sendo que no seu armário já tem várias roupas usadas uma única vez, ou melhor, nem usadas. Ela tem a mania de ver uma echarpe e pensar: "vou comprar este lindo echarpe da loja tal, ficará lindo com minhas novas botas da marca tal e com aquela calça que vi ali em loja tal. Usarei tanto aquele echarpe que as pessoas me conhecerão como a garota elegante da echarpe marrom da loja tal"...

Luke é seu colega de trabalho do mesmo ramo, lindo e rico e Rebeca com todo seu intere$$e se apaixona por ele. Em contrapartida o primo de sua melhor amiga e sua colega de quarto revela estar apaixonado por ela desde sempre. Inicialmente decide que não quer sair com ele, tem vergonha de estar com ele que parece do interior, mas lendo uma lista dos mais ricos, encontra o próprio, e a partir dali resolve dar a ele uma oportunidade de $e conhecerem.

Resultado de imagem para os delírios de consumo de becky bloom livroJá li outros livros desta autora (Fiquei com seu número - é hilário, e À procura de Andrey - bem interessante), gostei bastante, mas este em especial não me identifiquei. Uma coisa é certa, suas personagens são sempre bem atrapalhadas e engraçadas, mas essa personagem é muito imatura, irresponsável com suas atitudes, definitivamente não me representa e nem representa as mulheres que conheço. Pode ser que exista uma ou outra mulher que foge das suas dívidas, que compra exagerado sem precisar, que é interesseira, mas não retrata todas as mulheres, mas somente a algumas.

Pra mim este livro ficou com notas negativas. Segundo meu amigo, o filme baseado neste livro é muito bom, mas ainda não o conheço.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Anna e o beijo francês

Resultado de imagem para Anna e o beijo francês -Olá pessoas, trouxe hoje uma nova leitura, um romance daqueles bem doce.
Já tinha ouvido falar muito desta história e fiquei muito curiosa.

Anna irá cursar o último ano antes da faculdade e seu pai resolve mandá-la para uma escola em Paris. Seu pai é um renomado escritor de romances clichês, daqueles que a personagem principal tem câncer e morre, que todas as mulheres suspiram pela sua história e até vira filme seus livros. Anna tem uma boa crítica sobre este tipo de leitura, mas esconde seus pensamentos de seu pai.

É claro que Anna não quer se mudar. Deixaria sua melhor amiga, sua paquera e sua vida para se mudar para um lugar totalmente desconhecido, somente por causa do orgulho de seu pai, mas nada que fizesse o fez mudar de ideia, e então ela teve que ir.

Chegando na escola interna a  SOAP (School Of America In Paris) , onde seria seu lar naquele ano, fica muito triste e chora, mas por sorte sua vizinha de quarto, veterana no colégio sabe o que ela estaria se sentindo e faz amizades e a coloca em seu ciclo de amigos, o que facilita bastante seus primeiros dias naquele lugar.

Meredith, sua nova melhor amiga e vizinha de quarto ama futebol, se mostra muito legal com nossa protagonista e me identifiquei muito com ela. Os novos amigos incluíam Rashimi e Josh que são umas figuras que namoram já há algum tempo e Étienne St. Clair, um rapaz que arranca suspiros de todas as moças do colégio, lindo, inteligente, porém comprometido. Namora a Ellie, uma linda garota já formada, cursando faculdade. Eles namoram também já há um bom tempo, foram bons e amigos do mesmo ciclo de amizades.

Anna teve dificuldades de adaptação, pois não sabia falar Francês, mas St. Clair ajudava sempre e a acompanhava nos lugares legais da cidade para ela conhecer. Mas seu interesse mesmo era o cinema. Acompanhada ou sozinha ela amava assistir filmes e criticá-los em seu blog. Por fim, St. Clair se torna seu melhor amigo e sua paixonite. Na verdade Anna estava muito confusa entre St. Clair e seu antigo namorado, mas foi traída por ele e por sua melhor amiga.

Anna Acaba se consolando com St. Clair e ajudando a consolá-lo também, pois o drama do livro acontece quando descobrem que sua mãe está com câncer e seu pai o proíbe de vê-la por ciumes.
Este drama, na verdade é que coloca mais emoção na história.

Todos as resenhas que li falam muito bem deste livro, mas pra mim, o livro não foi bom. Pode ser que eu estava com um péssimo ânimo? Pode ser, mas achei muito chato. Na verdade é muito, mas muito meloso, quem gosta de romance doce, mel vai amar.


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terça-feira, 23 de agosto de 2016

A Dama da Meia-Noite

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capa do livro
Olá pessoas!

Trouxe novamente um livro sobre os caçadores de sombras. Pois é, lembra da saga Instrumentos mortais e Peças infernais? A escritora lançou um primeiro livro de uma nova trilogia (talvez), que é este, como "continuação" do último de Instrumentos mortais, e está maravilhoso. Este livro me fez gostar ainda mais das suas histórias fantásticas.

Emma Carstairs é uma de nossas protagonistas, quem conhece a história sabe que perdeu seus pais, mas não acredita que quem os matou foi o mesmo da guerra maligna que afrontou o povo. Ela sabe que os sinais que encontraram neles eram diferentes. Seus pais foram encontrados queimados, afogados e com marcas nos seus corpos estranhas. Ela estaria sozinha neste mundo, a não ser por seu parabatai e sua família, que não a abandonou, mesmo depois de todo o problema que enfrentaram.

Julian Blackthorn é o parabatai de qual falei. Os parabatais são melhores amigos, vão onde o outro vai, um protege o outro e suas marcas feitas por eles são mais fortes. E justamente por isso eles puderam ficar juntos como uma família no instituto de Londres. Na batalha que ocorreu o pai de Julian ficou "contaminado" e teve que ser morto, seu irmão mais velho, que era meio fada foi levado para a caçada selvagem e sua irmã, também mais velha e meio fada teve que ser exilada após se casar. Isso tudo consequência da guerra maligna e traição das fadas. Então Julian ficou e se sentiu responsável por seus muitos irmãos. Ainda eram muito pequenos, cheios de traumas e medos. Seu tio que veio morar no instituto não se tornou um novo pai e Julian tomou este lugar na vida dos pequenos. Tudo isso com a ajuda de Emma que não saiu do seu lado.

"(...) dá pra ver por que dizem que não se pode separar parabatai, vocês simplesmente combinam como... - Sherlock Holmes e Watson - Disse Ty, que tinha voltado a ler. - chocolate e manteiga de amendoim - acrescentou tavy."


Emma nunca esquecera de como seus pais morreram e prometeu vingança. Prometeu que descobriria o assassino. E então, na cidade começa a acontecer vários assassinatos iguais ao dos seus pais, e ela vê ali uma oportunidade de pesquisar e alcançar seu objetivo. Além disso, era de interesse das fadas que descobrissem, uma vez que mataram algumas de seu povo, então fizeram um acordo debaixo dos panos. O acordo consistia em Julian, Emma e seus irmãos descobrirem o assassino sem a clave ficar sabendo, e assim seu irmão Mark, que estaria com a caçada selvagem poderia voltar até encontrarem, após isso ele escolheria se iria voltar com as fadas ou ficasse com seus irmãos.


"Passei anos no Reino das Fadas, lá é um lugar onde o sangue mortal é transformado em fogo. É um lugar de beleza e horror, além de tudo que se pode imaginar aqui. Cavalguei com a caçada Selvagem. Talhei um caminho claro de liberdade entre as estrelas e fui mais rápido que o vento. E agora me pedem para caminhar na terra outra vez. - Seu lugar é onde é amado -assegurou Emma."

Interessante é que a autora nos apresenta um povo que antes não foi citado antes. Pessoas que tem a visão, mas não pertence a nenhum grupo já citado antes nos livros. Achei o máximo e muito lógico. Essas pessoas iram formar uma boa história.

"A lei é dura, mas é a lei" é a frase que mais foi citada neste livro, e isso se dá devido a uma regra simples. Parabatais não podem se apaixonar. Acho que não seria um spoiler muito grande se eu disser que esse amor impossível vai nascer e virará a história central do livro. Agora, qual o mistério por detrás disso?

Adorei que a escritora não nos deixou somente na saudade dos outros personagens dos outros livros, eles aparecem aqui, mas ao mesmo tempo não tirando o foco dos nossos protagonistas. Mais uma vez aprendemos um lição sobre confiança.

Indico muito este livro, confesso que teve umas partes que chorei e a escritora é muito inteligente por aproveitar os muitos personagens e isso nos faz gostar ainda mais da história e deste universo.

"-Quando você ama alguém, a pessoa se torna parde de quem você é. Está presente e, tudo que você faz. Ela é o ar que você respira, a água que você bebe e o sangue que corre em suas veias. O toque dela fica na sua pele, a voz permanece nos seus ouvidos, e os pensamentos, na sua cabeça. Você conhece os sonhos da pessoa, porque os pesadelos agridem seu coração, e os sonhos bons também são os seus. E você acha que a pessoa é perfeita, mas conhece os defeitos dela, sua verdade profunda e as sombras de todos os segredos que ela carrega, e esses segredos não te assustam; na verdade, fazem com que você ame ainda mais, porque você não quer a perfeição. Você quer a pessoa. (...)"


Eleanor e Park


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Descrição da foto: Eleanor e Park, de costas, sendo que só dá pra ver seus cabelos.
Ambos estão compartilhando fones de ouvidos.













Olá pessoas!
Trouxe mais uma nova leitura. Este livro é o quarto e último livro da maratona literária, onde o tema seria diversidades, e é o que este livro retrata, então vamos para a história.


Park é um garoto de dezesseis anos, coreano, por isso é o diferente na sua escola. Sempre quieto no seu canto, não se misturava com os garotos bagunceiros, mas também não eram inimigos. Completamente apaixonado por HQs e músicas. Em casa ele vê a diferença entre si, seu irmão e seu pai que sempre os compara e os põe em desafios.

Acontece que na vizinhança chega um garota esquisita, a Eleanor. Ela sendo ruiva, já chama atenção por esta diferença, e além disto suas roupas eram estranhas, meio largas, masculinas, seus cabelos cacheados, armados por falta de cuidados, ela era meio desmazelada.

Na condução que levaria à escola, o único lugar vago seria do lado de Park, então eles tiveram que compartilhar o banco até lá. Inicialmente ele ignora a presença da garota, mas com o tempo, vendo que ela lia suas HQs por cima de seu ombro, não teve como ignorar sua presença.

Eleanor não é a esquisita somente na escola, dentro de casa também. Filha mais velha de uma família problemática. Sua mãe se casou de novo, seu pai nunca mais fez questão de vê-los. Seu padrasto um canalha safado, que só bebe e briga. Foi obrigada a passar um ano longe, devido um problema no passado e agora está tentando viver novamente com seus irmãos e sua mãe. Tenta ignorar a submissão da mãe frente a agressividade do padrasto, a pobreza e a carência dos seus irmãos, mas o que resta é enfrentar tudo isso.

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Descrição da imagem: Quando viu Eleanor vindo até ele na segunda de manhã,
Park quis correr até ela e tomá-la nos braços.
Como um daqueles caras das novelas que a mãe dele assistia.
Ele apoiou as mãos nas alças da mochila para se conter...
Foi meio que maravilhoso.
Mesmo sendo tão diferentes, de uma forma estranha cresce uma enorme amizade, que para ambos os ajuda a passar pelos desafios, e ao mesmo tempo sem conhecimento de que um ajuda o outro nos seus problemas.


Park começa a separar suas melhores histórias em quadrinhos para ela ler em casa, e isso para ela se torna um tesouro compartilhado. Também compartilhavam gostos musicais:

"As vezes, parecia que ela jamais poderia fazer por Park algo similar ao que ele fazia por ela. Era como se ele despejasse todo um tesouro sobre ela a cada manhã sem nem refletir sobre seu ato, sem notar quanto tudo aquilo valia."


Foram ousados por ficarem de mãos dadas, e acabaram aprendendo um com o outro a não se importarem com o que os outros falavam. Aprenderam a achar um no outro o porto seguro.

"(Além disso, eles não ficavam apenas de mãos dadas. Park tocava as mãos dela como se fossem algo raro e precioso, como se seus dedos estivessem intimimamente conectados com o restante de seu corpo. O que, é claro, era fato. Difícil explicar. Ele a fazia sentir como se ela fosse mais do que a soma de suas partes.)"


O romance deles foi tão lindo e suas vidas tão sofridas que nunca torci tanto por um casal. A leitura muito leve, um melado de tão doce e amargo igual fel, o sofrimento que acaba balanceando.


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Descrição da foto: Uma fanart dos nossos personagens
se beijando apaixonadamente.
O que mais dizer? O livro retrata preconceitos, prostituição, abuso, bulling; Nos faz apaixonar e torcer. Nos faz querer o fim da história para saber o que vai acontecer, mas ao mesmo tempo não quer terminar, pois tá muito bom. Um livro totalmente imprevisível para mim.

Abaixo alguns trechos dos mais lindos que separei para vocês:


"Ele sabe que vou gostar de uma canção antes mesmo e eu tê-la ouvido. Ele ri das minhas piadas antes mesmo que eu chegue ao final. Tem um lugar no peito dele, logo abaixo da garganta, que me faz querer deixá-lo abrir portas para mim. Existe apenas um dele."


"Eu sei- respodeu Eleanor. - tenho vontade de engolo-lo de tanto beijo."

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

O Reino Secreto de Tood

Resultado de imagem para o reino secreto de toddOlá pessoas! Trouxe mais um bom livro, de infanto juvenil fantasioso, mas valeu a pena. Todd é um garoto bagunceiro, esta no sexto ano e como todo garoto tradicional é perseguido por garotos maiores e maus. Seu melhor amigo é como ele e alucinado por um desenho de HQ.


Como já disse, ele sendo muito bagunceiro, sua mãe já está cansada de mandá-lo arrumar seu chiqueiro. Mas começar por onde? Pelas roupas espalhadas na cama, na bagunça do chão ou pelas comidas espalhadas que nem lembrava que não tinha terminado de comer?

Tentando começar a arrumar, se deparou com sua meia de beisebol usada no mês anterior e resolveu olhar lá dentro... Eis que descobriu uma nova raça de seres vivos que foram criados a partir de seu chulé. Eram seres minúsculos, que tinha língua própria, semelhante ao que bebês falam quando ainda não querem falar com humanos.

Esses novos seres eram muito interessantes e inteligentes. Faziam cabanas e sabiam fazer fogo pra cozinhar seus alimentos (unhas, peles mortas). Consideravam Todd o todo poderoso, pois foram suas criações e por isso também tinham muito respeito.
Sua vizinha nerd, chata e falante também ficou tendo o conhecimento do seu novo povo e muito animada fez um óculos-microscópico pra poder vê-los melhor.

Essa raça foi nomeada como Toddianos e tinham de todas as idades. Aprenderam a se comunicar com o seu criador bem rápido.

Na escola, o valentão que perseguia Todd quis fazer um trabalho de ciências junto com ele, assim viu a oportunidade de ser mais popular. E Por um descuido Max descobriu os toddianos e persuadiu a usá-los no trabalho fazendo números de circo.

Todd, que não era capaz de criar um caranguejo e nem peixinhos agora estava com a missão de livrar seu povo das guarras do maligno Max...

Viajado este livro, né? Mas curti. Além disso ele nos trás valores como fidelidade na amizade e popularidade. Distrai bastante com essa história. 😂

um cesto de roupa suja, nojentas, fedidas e com moscas sobrevoando.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

A menina mais fria de Coldtown - Holly black

Olá pessoas!

Trouxe hoje o terceiro livro da maratona de inverno e o tema desta semana eram livros de outros universos. Este que ganhou é sobre vampiros. Existem aqueles que não gostam deste tipo de livros, mas este, apesar de ter as mesmas tradições de não poder sair ao sol, devorar pessoas por causa do sangue, e etc, tem outras teorias que nunca vi em nenhum outro livro e adorei a descrição. Então, bora lá pra história.

Tana é uma garota que vive em um mundo onde tem uma pandemia de vampirismo. Nas escolas e na televisão mostra como se livrar do resfriado, se caso você for mordido. O resfriado pega a pessoa e se ela ingerir sangue é transformada, mas se passar 88 dias sem ingerir sangue algum, o resfriado passa e a pessoa volta a viver normalmente, porém é um sacrifício resistir ao sangue após a infecção, por isso a cidade de Coldtown é cercada por muros resistentes, tropas para poder colocar os infectados lá em quarentena.

Super perigoso contrair o vampirismo, porque o descontrole é muito grande. A mãe de Tana contraiu o resfriado e seu marido, pai de Tana a colocou em quarentena no porão de sua casa. Ela e sua irmãzinha vivia ouvindo sua mãe pedindo água e a liberdade. Um dia ela não resistiu e desceu ao porão para ajudar, sua mãe a atacou e para não morrer, seu pai matou sua esposa.

A cicatriz no seu braço era diferente de outras cicatrizes, era fria. Porém não ficou resfriada. Este episódio fica gravado na mente de nossa protagonista.

O livro inicia com Tana acordando após uma festa onde todos estão mortos. Ela acorda na banheira, com vergonha achando que todos estariam zombando da forma que dormiu e etc, porém vê que é a única viva no local.
Quando obtém forças para levantar, pegar sua bolsa e cair fora dali, dentro do quarto encontra seu ex namorado acorrentado à uma cama, infectado, ou seja, se tomar sangue virará um vampiro e do seu lado, também acorrentado um garoto de olhos vermelhos.

Aidan, seu ex namorado era chantagista amoroso. Gavriel o vampiro acorrentado tinha um íma que a atraía. Como uma heroína conseguiu salvar a ambos e fugir. Na fuga um dos vampiros que queriam pegá-los mordeu sua perna, ou seja, estaria ela infectada também.

Com isso, ambos foram destino à cidade de Coldtown, ela entrando com um vampiro, receberia um álibi para poder sair da cidade, caso não tivesse contaminada.

Antes de entrar na cidade conhece um casal de irmãos meio malucos, alucinados para serem transformados. Eram blogueiros sobre o assunto e saíram de casa com o intuito de entrarem na cidade e com a ajuda dos nossos personagens conseguem entrar. Usavam codinomes Midnight e Winter e conheciam pessoas na cidade que também queriam ser transformados, pois nesta cidade não moravam somente vampiros, moravam pessoas normais também. Essas pessoas doavam o seu sangue a fim de alimentá-los sem serem infectados através de canos em suas veias.

Gavriel e Tana acabam tendo uma ligação enorme, recebe dele um tipo de colar. Ele na verdade era um dos mais antigos vampiros que existia no início antes do vampirismo virar modinha, e o mesmo foi preso por uma década ficando louco na cela. Isso ela descobre na entrada da cidade e percebe que muitas pessoas que ela confiou vão a decepcionar.

Com muita persistência e força Tana percebe o que fazer para poder resolver a reviravolta que está acontecendo na cidade. Com a ajuda de um rapaz Jameson e sua conhecida que morava na casa do maior vampiro da cidade tenta salvar Valentina e outros prisioneiros encarcerados para serem infectados ou para serem comidos, porém após salvá-los precisa de voltar para dentro pois acha que seu amado Gavriel estaria caindo em uma armadilha e sua irmã poderia estar à caminho.

Um livro diferente, cheio de suspense e terror. Mas ao mesmo tempo com reflexões sobre ser você mesmo. Amei a leitura, super envolvente, indico a leitura.


"Ela não sabia o que dizer em resposta à isso. Não era justo que Aidan tivesse se tornado um vampiro. Ele não era como Lucien Moreau ou como os jovens que iam até ali com esperança de serem transformados, Ele não deveria ter que lidar contra seus impulsos. Ninguém na casa de fazenda deveria ter morrido. Partes inteiras de cidades não deveriam ser isoladas por muralhas como prisões governadas pelos detentos. Crianças não deveriam ter que ficar presas ali dentro, sem ter como sair. Nada disso era justo, e ela não conseguia pensar em uma maneira de consertar nada disso; e a impotência dera pior do que qualquer outra coisa."


sexta-feira, 22 de julho de 2016

Perdida - Tabitha suzuma


Olá pessoas,

Trouxe o segundo livro da maratona literária que estou participando.

Duas mãos segurando uma rosa em meios a arame farpado, os dizeres: Como uma coisa tão errada, pode parecer tão certa?

imagem de livros empoeirados
Neste segundo livro escolhido o tema era de livros empoeirados na nossa estante que sempre deixamos a sua leitura pra depois. É, quem lê constantemente sabe como isso acaba sendo um problema, então foi uma ótima oportunidade de acabar com pelo menos um desses livros que empurramos pra depois.



Vamos à história: Lochan e Maya são irmãos inseparáveis. Ele fará 18 anos e ela já tem 17 e juntos cuidam dos seus 4 irmãos menores. São na verdade os responsáveis pala casa, roupa, comida, escola e também são responsáveis pra proteger sua família da assistente social não descobrir como estão vivendo e podendo os separar e enviar para adoção.

"(...) Lochan nunca se pareceu com um irmão. Nem um caçula chato, nem um irmão mais velho mandão. Ele e eu sempre nos relacionamos de igual para igual. fomos os melhores amigos um do outro desde que nos entendemos por gente. Compartilhamos um vínculo mais estreito que a amizade a vida inteira. "


Sua mãe separou de seu pai, e este arrumou outra família e nunca mais os procurou, sendo uma decepção para todos. Ela sempre diz que nunca queria ter filhos, que gosta de se divertir, namorar, comprar e beber.

Lochan vive em uma opressão, pois terá que ir para faculdade e não quer se separar de seus irmãos, Tem uma fobia social, em que não consegue conviver, conversar com pessoas da sua idade. Com adultos é ok, o problema são adolescentes. Isso o atrapalha no desenvolvimento de trabalhos na escola, Suas notas são sempre as melhores, mas quando é para fazer apresentações vira a piada do dia.

Maya é forte, também responsável. Ciente que precisa manter sua família unida. Ajuda cuidar dos seus irmão, sabe que é super importante brincar com eles e manter uma conversa aberta. Deixa suas vontades de lado para oferecer o de melhor para eles. É como uma mãe.

O drama do livro rola em cima de sentimentos que nascem entre os dois irmãos. Um conhece o outro muito bem, não precisam de falar, somente com o olhar o outro entende. Mas esse sentimento é tão intensificado pelas provações e medo de separação que da paixão passa para o amor. Mas não é um amor de irmãos, é amor com desejos.

"Sei que quaisquer que sejam as razões para nosso sentimento, por mais que eu tente justificá-lo, não muda nada: Lochan não pode ser meu namorado. Das bilhões de pessoas que habitam o planeta, ele é uma das pouquíssimas que não posso ter. E isso é algo que devo aceitar - mesmo que, como ácido num metal, esteja lentamente me corroendo por dentro."


Inicialmente tentam fugir do sentimento, tentam achar um outro alguém para substituir, mas tudo em vão, percebem que só o outro consegue preencher o vazio do coração. Porém sabem que amor entre irmãos é errado no seu país, seriam presos se cedessem ao desejo. E aí, o que fazer?

Nunca li um livro tão pesado em relação à drama. Por ser um assunto bem polêmico e não discutido normalmente, nos coloca em conflito. Os dois são tao bonitinhos um com o outro, um porto seguro, uma intimidade e amizade. A companhia de ambos eram sinônimo de felicidade. Mas por outro lado o medo de perder a família e ou um ao outro é tão intenso e bem escrito que acabamos por sentir junto com eles.

"Ele sempre foi tão mais do que apenas um irmão. Ele é minha alma gêmea, meu oxigênio, a razão pela qual espero com ansiedade pelo momento de acordar todos os dias. Sempre soube que o amava mais do que a qualquer pessoa no mundo - e não apenas de um jeito fraternal (...) Não somos doentios. Somos apenas um irmão e uma irmã que por acaso também são os melhores amigos um do outro."


A escrita como já disse antes é ótima, apesar de pesada devido ao drama. Bem descrito, bem claro os pensamentos.
As personalidades dos personagens foram bem criados, adoro isso.

Na verdade o fim da trama é uma decepção não só para o leitor como também para os personagens. Dá muita dó dos irmãozinhos e muita raiva da mãe vagabunda e irresponsável. Porém avaliando a trama toda, valeu muito a pena ler este livro. Esses personagens foram tão bem criados que acredito que vou demorar a esquecer. Maya, super doce, Lochan um homem perfeito (fora as crises de Pânico), a professora de inglês super esforçada, Kit irmãozinho de 15 anos, ciumento, rebelde. Tiffin e Willa, tipo um pacote de maritaca e Dru, a mais desprezada, tadinha.

"Juntos vamos conseguir, Juntos, somos fortes. Juntos, criamos uma família inteira. - As pessoas não podem nos separar! - exclamo, zangada. - Não podem, não podem! ou podem...?- De repente, percebo que não faço a menor ideia. Por mais que tomemos cuidado, há sempre a chance de sermos apanhados. Do mesmo modo como, por mais que encubramos o que a mamãe faz, a ameaça de alguém descobrir e alertar as autoridades aumenta a cada dia. Temos que tomar muito cuidado. (...) Um deslize, e a família inteira poderia desmoronar como um castelo de cartas. Um deslize, e poderíamos todos ser separados..."

quarta-feira, 6 de julho de 2016

A mais pura verdade - Dan Gemeinhart


Imagem da capa, o cão de um lado, uma rachadura no meio e o garoto do outro lado, percebe-se que ambos estão gritando. "uma história comovente, que vai fazer você querer abraçar bem forte o protagonista." quem disse isso foi Holly
Goldberg do livro Counting by

Olá pessoas!
Como prometido no último post trouxe o primeiro livro da maratona de inverno e amei o livro. Já tinha recebido várias indicações, mas enrolava para ler, a oportunidade surgiu e agarrei.

Vamos à linda história. Mark tem 12 anos, seria uma criança normal se não tivesse uma doença grave. Sofreu de câncer anos atrás e agora a doença voltou atrapalhando sua vida. Ele é decidido, esperto, mas por vários momentos achei ele idiota e inconsequente pelas decisões que fez.

Mark tem uma cachorrinho fofo que atende por Beau, é seu melhor amigo desde criança, o segue onde for, é seu fiel companheiro e também outra personagem nesta história é sua amiga Jessie, também desde sua infância são cúmplices um do outro em segredos, sentimentos e amizade.

Foto do monte Raivier com neve
A história se inicia com Mark fugindo para uma grande aventura, mas aos olhos dele uma grande realização de um sonho. Ele tramou tudo para que não fosse encontrado. Sabia que seus pais iriam botar a polícia para procurá-lo, mas não queria ser encontrado, não antes de realizar seu desejo que era escalar o monte Raivier, pois fez uma promessa ao seu falecido avô, seu herói.



Então, com uma mochila, alguns lanches, um caderno, lápis, uma câmera e seu melhor amigo Beau foi ao seu destino, não sabendo que encontraria alguns desafios pelo caminho, desafios este que poderia atrapalhá-lo a alcançar seu sonho.

A história é contada tanto por Mark em sua jornada, quando por Jessie sua amiga, que sabia pra onde ele estava indo, e estava com a decisão nas mãos de contar pra todos onde encontrá-lo ou esperar e deixar ele tentar alcançar seu sonho. Por várias vezes teve que se segurar pra não contar pra ninguém sobre o destino, lembrando que tinha que ser fiel ao seu amigo. Ela sabia que tem coisas que provam a sua fidelidade na amizade, pois ele confiou nela a saber todo o seu plano, ainda mais que a doença retornara.

O maior drama do livro e o que nos traz emoção é que Mark vivia dizendo que estava indo para a montanha não só realizar seu desejo, mas também morrer. Estava irritado com a ideia dele ter que morrer, sendo que todos iriam ter sua vida lá intacta, mesmo que sem ele.

"Jess havia guardado meu segredo. E daí? Ela tinha que guardar o segredo de onde eu ia morrer - mas era eu que teria que passar pela morte. Minha mãe nunca mais poderia me cobrir à noite, é claro. Mas eu nunca mais precisaria de calor. Meu pai se sentaria sozinho à mesa. Eu morreria sozinho numa tempestade de neve. Eles chorariam quando eu partisse, mas era eu quem partiria. Eles teriam todos os amanhãs do mundo para se sentirem melhor.
-Não é justo!- Gritei. O vento engoliu minhas palavras e as soprou com uma rajada de gelo."


Sua jornada esbarra com alguns moleques que o espancam, com uma doce garçonete, com três anjos cantoras, tempestades, fome, frio e um senhor do jipe. Nenhum deles foram capazes de fazê-lo desistir da péssima ideia de subir a montanha na tempestade que estava se formando, mesmo que estes não sabiam para onde ele ia.

Enfim, este livro tem bastante conflito interno deste personagem que sabe que seu tempo está acabando, por isso quem antes amava relógios, agora odeia o tempo.
Será que como irá morrer ele não poderia escolher? Por isso e por outras verdades fugiu.

Os sentimentos retratados aqui com esta criança com uma doença terminal são tocantes. Suas preocupações, sua vergonha da falta de cabelo, sua vida lhe tirada tão cedo antes de planejar um futuro.

A escrita é de fácil entender e entreter, leve e rápida. O personagem é encantador, tando ele quanto seu amiguinho de quatro patas e sua melhor amiga. Realmente dá vontade de pegá-los no colo e tirá-los daquela dor.

Agora, atenção: A imagem da capa é um cachorro de um lado, um corte no meio e do outro lado o garoto. Fiquei com tanto medo desta cena se tornar real (no livro) e acaba que chegou uma parte que me irritei tanto com Mark pela sua estupidez, poxa, se quer morrer, morra dignamente em casa com a família, não passando frio e fome e tem que levar seu cachorro junto para fazer "macaquisse". Registro aqui mesmo minha indignação pela estupidez, na hora tive vontade de fechar o livro e nem pensar no assunto mais, mas minha curiosidade foi maior e retornei à leitura e meu batimentos cardíacos voltaram ao normal. De quebra dei uma choradinha, tá. Foi uma choradona mesmo. Digo que valeu a pena a leitura e indico. Tem que ter adaptação para o cinema, seria o máximo.


"Isto é uma coisa que eu entendo: Tudo. Atravessar aquela montanha, dando passos na neve, era tudo de que eu precisava, Pensei e toda a minha doença, em toda a minha raiva, em todo o meu medo. Tudo aquilo era só a escuridão, só a tempestade. E eu me perdi nelas. Mas sempre há o outro lado da tempestade. E as pessoas que levam você até lá.

O mundo inteiro é uma tempestade, eu acho, e todos nós nos perdemos em algum momento. Vamos atrás de montanhas no meio das nuvens para que tudo pareça valer a pena, como se isso tivesse algum significado. E, às vezes, nós as encontramos. E seguimos em frente.

Eu segui em frente."


Imagem do capítulo três e meio.

domingo, 3 de julho de 2016

Maratona de Inverno

Olá pessoas!

Hoje não trouxe uma nova leitura, venho contar sobre essa maratona de inverno que estou participando com meus amigos literários.
Essa maratona durará um mês, sendo que em cada semana será um livro de temas diferentes já proposto ao grupo.

Esta semana o tema será livros que estavam encalhados. Indicamos vários livros, e fizemos uma votação para saber qual leríamos e ganhou por mais votos o livro chamado: A mais pura verdade de Dan Gemeinhart.

Sempre quis ler este livro, mas sempre o colocava em segundo plano e achei essa uma ótima oportunidade.

Hoje à noite se inicia e estou louca para começar a ler.
Convido à você que está lendo este post para participar e ler também. Assim que terminar colocarei o resumo aqui, se gostei e o próximo livro.

Menino maluquinho lendo no banheiro e a frase: A gente tem que ler como quem respira.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Cidade Banida - Ricardo Ragazzo

Olá pessoas

foto da minha pessoa segurando o livro
Trouxe mais um livro, este é de um escritor nacional, é o primeiro livro dele que tenho contato, mas já percebo seu potencial.
Este livro é uma ficção distópica, vem competindo com Jogos vorazes, Divergentes e etc. Agora vamos à história.

O livro nos conta que em um futuro próximo, a terra teve várias guerras e resultou em uma diminuição drástica da população mundial, não só humana, vegetal e animal também.
Com isso para melhor ordem a maior parte desta população restante ficaram em um lugar chamado Prima Capitale, regida pelo um governante controlador.

Neste novo mundo existem seres diferenciados, como por exemplo os Cognitos, que têm poderes de prever o futuro, e o governante usava desta grande arma para verificar em cada criança que nascia se a mesma iria no futuro dar trabalho e o tentar tirá-lo da frente do povo.

Nossa protagonista é Seppi Devone, a mesma quando bebê passou pelos Cognitos e foi condenada pela visão do seu futuro. Sua mãe, com todo o amor que só mães têm, arriscou tudo para salvá-la. Seu pai teve medo e tentou entregá-la pro governo, mas até por cima dele sua mãe Appia passou. Ela teve ajuda de uma pessoa, Giuseppe um homem de poder, o chamavam de Barão, o mesmo a ajudou a pegar sua filha e fugir de Prima Capitale do seu trágico destino, e foi morto pela vida delas.

A exclusividade de Seppi é que nasceu com uma mancha no ombro em forma de borboleta, isso marcava diferente: "Ele colocou a mão sobre a minha blusa, perto do ombro direito, rasgando a parte de cima. Expondo por completo a marca da borboleta. -Isso aqui.... Disse ele, apontando para minha marca de nascença. - É o que faz você valer tanto, garota. - A última palavra saltou de sua boca recheada de ironia. - Pode acreditar."


Após o acontecimento do seu nascimento, sua mãe foi obrigada a educá-la em um lugar afastado, escondida como menino há quinze anos. Seu animal de estimação era uma leoa chamada Diva e ambas conseguiam conversar entre si, em pensamentos. Este animal tinha asas para planar e era protetora de nossa protagonista. Seppi era corajosa, teimosa, justa e o mais legal que não é sempre boazinha, fazendo com que torcemos mais com a personagem.

Na aldeia onde morava tinha dois únicos amigos, Petrus e Timmo e em um desses dias de aventuras pela mata, por descuido seu, Timmo a viu como menina urinando e com raiva por anos de mentira da parte dela correu para contar para todos sobre aquele engano. O que Seppi não sabia é que Petrus já estava ciente da sua situação e inclusive foi treinado para estar do lado dela sempre que precisasse, pois chegaria um dia que iria necessitar.

O maior problema para Seppi é que nem ela teria explicação de porquê sua vida era daquele jeito, sua mãe somente a aconselhava "Quanto menos os outros souberem, mais poderemos conviver com eles"
Após um ataque de caçadores de recompensa, seu mundo desabou, teria que fugir e carregando um peso de engano que viveu sua vida inteira e estava cansada disso.

"-E por que eu deveria temer meu fim? Ao menos, ele não carrega ângulos ou objetivos obscuros, Não trama nem engana. A diferença entre a minha morte e a minha vida é que, a primeira ao menos, seria mais honesta comigo."


Outros personagens que entram na história é Lamar, filho de Gilseppe, vem salvá-la como seu pai fez e fica do lado dela em todas as batalhas. Indigo, uma jovem que viveu sua vida toda amargurada por seu pai ter desejado ter a sorte do pai de Seppi, ele a idolatrava que morreu por ela, e Indigo não acha justo o desprezo, queria ser ela, queria ter a atenção do pai, mas ele só pensava na heroína que ainda nem tinha nascido.

Na fenda onde se refugiou conhecemos um outro ser estranhíssimo. A rainha da fenda Maori. Era um ser que assustava quem olhava, duas mulheres, porém uma com a outra na coleira. Uma era velha, olhos e bocas tampadas por suturas.Outra com olhos sem pupilas. Conversava pela que a carregava na coleira e sem a mesma falava na mente das pessoas, tinha o poder de fazer as pessoas enxergar o que ela quer, reprogramando o cérebro. Além dela existem outros seres diferenciados que somente tem neste universo e o legal é que o autor fez um glossário do universo Glimpse que por mim foi várias vezes consultados.

A história é enorme, Seppi segue a fim de salvar sua mãe e o povo. Me chocou bastante uma criança que ela descobriu em Prima Capitale, fugiu com ela e deu o nome de Esperanza, ela tinha pele pedregosa e acreditava que teria que salvá-la
, como um dia foi salva.
Além disso teve uma luta com um outro ser chamado Oni e temos um mistério por detrás da existência deste ser que chorei...

Enfim, este livro tem tudo para ser um sucesso nacional. Distopia, boa escrita, um ótimo universo totalmente original, nada copiado de outros universos. Personagem principal não é toda certinha, apesar de ter o pensamento de querer salvar o mundo. Indico e amei a leitura.