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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Pequeno Segredo - Um amor maior que a vida de Heloísa Shurmann

Resultado de imagem para genero do livro Pequeno Segredo - Heloísa SchurmannOlá pessoas!!! Essa resenha terá um pouco de spoiler.


Hoje venho contar sobre este livro que é não ficção uma vez que é real. É uma história muito linda sobre segredos, racismos e preconceitos. Então vamos à história.

A família Shurmann é conhecida por fazer aventuras pelo mar, viajando pelo mundo com seus filhos, descobrindo novos lugares, aprendendo novas línguas e novos costumes. Em uma dessas viagens conheceram um casal: Jeanne e Robert, ela nascida e criada no estado de Amazonas e ele Irlandês que viera ao Brasil à trabalho. Se conheceram e se apaixonaram. Robert tinha o sonho de viajar pelo mundo através do mar, e mesmo contra a vontade da mãe dele casou-se com Jeanne e deu a ela uma filha.

Antes disso acontecer, um acidente ocorreu. Através deste acidente Jeanne precisou receber doações de sangue e naquela época não era tão rigoroso e meticuloso os exames para a doação e ela acabou contraindo HIV. Viveu anos sem saber, casou-se e teve sua linda filha Kat.

Robert sabendo que o seu fim seria o mesmo da esposa, pois tinha contraído a doença através dela, gostaria de dar à sua filha uma oportunidade de viver em realidade diferente, sem lembrar dos pais morrendo e ficando à mercê da mesma doença que matou ambos. Assim Robert recorreu à família Shurmann para adotar sua filha e dar a ela educação, conhecimento e as aventuras das viagens pelo mundo através do mar.

À pedido de Robert e Jeanne adotaram Kat que mudou o rumo das suas vidas para sempre. Heloísa sempre teve vontade de ser mãe de uma menina, mas tinha concebido somente três meninos. A felicidade de ambos era enorme. Robert continuava em contato para saber de tudo da vida de sua filha.
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Tinham pausado a vida em viagens por causa da criança a pedido dos juízes que cuidavam da adoção. Ela estudou tanto em escolas convencionais como em ensinos à distância, mas a maior dificuldade era fazer Kat comer bem para que a doença não lhe causasse mais mal, por isso sempre faziam exames, consultavam com vários médicos e estudavam sobre novas fórmulas sobre o HIV.

Kat tomava suas vitaminas, mas não tinha a consciência da sua doença ou sobre a gravidade dela. Um dia teria que saber. Conheceu sua avó materna e paterna. A mãe de Robert era uma mulher fria, controladora, egocêntrica e não queria sua filha sendo criada por Brasileiros, mal sabia ela que sua neta teria a mesma doença da mãe.

A história soma esses relatos de Heloísa e da própria Kat em seu diário. A história não é só linda, é para podermos ver que não há limites para o amor, independente das condições podemos aproveitar a vida plenamente.

Indico esse livro que foi adaptado para o cinema e concorreu à Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.


"Diário, eu acho que a morte é muito fominha e não gosto nem de pensar nosso, mas ela leva as pessoas que a gente ama. Eu fico com medi às vezes quando a mommy e daddy viajam, deles não voltarem mais. Quem vai cuidar de mim? A mommy chegou bem triste. Uma noite eu pedi para ela colocar a mamãe dela nas Três Marias, assim vovô Ely não ia ficar sozinha. Agora ela está junto com minha mamãe e meu papai. E as Três Marias estão cheias."