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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Tartarugas até lá embaixo - John Green Aza Holmes

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Olá pessoas!!!

Quem aí gosta das histórias de John Green? Esse grande escritor já fez várias pessoas chorarem com A culpa é das estrelas e outros, agora ele criou esse novo livro e retrata um caso muito pessoal, onde a personagem principal tem TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo e o autor também, a história nos mostra a convivência com esse transtorno e além disso como é estar com alguém que tenha e sofra deste transtorno. Então, vamos à história.


"O verdadeiro terror não é ter medo, é não ter escolha senão senti-lo."


 Aza Holmes é nossa personagem principal, uma adolescente que tenta sobreviver com essa doença. Tem uma única e melhor amiga chamada Daisy. Essa amiga é muito extrovertida, geek, ama Star Wars e escreve fanfics sobre seu personagem favorito da série, o wookiee. Ambas pobre, Daisy trabalha em uma rede de fasfood e Aza passa seus dias estudando.

Aza somente tem sua mãe, uma professora de matemática do colégio onde estuda, seu pai morrera há alguns anos atrás. A maior preocupação das amigas era sobre o futuro em uma faculdade, como iriam entrar para uma naquelas condições. Uma faculdade exigia muito dinheiro, teriam que estudar em uma bem perto de casa e não muito cara e etc.

Estavam as amigas voltando da aula quando viram uma notícia no rádio do carro (o nome carinhoso do carro era Harold). Um grande e magnata empresário estava desaparecido, ele estava sendo procurado por corrupção na sua empresa e estavam oferecendo uma recompensa muito vantajosa (R$) para quem desse informações sobre o paradeiro dele.

O filho do empresário chamava Davis e por dois anos foi amigo de Aza, quando eram novos iriam para um acampamento em comum nas férias. Com isso as meninas decidiram ir até a casa dele para tentar tirar alguma informação e tentar ganhar algum dinheiro com aquela história.

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Tuatara
Davis tinha uma irmãozinho de 13 anos que também  estava sofrendo muito com o sumiço do pai. Eles eram ricos, tinham tudo em casa, até um cinema, mas o que mais importava não tinha nem antes do pai desaparecer: A atenção e presença do pai. Sua mãe também morrera anos antes, quem cuidava deles era uma governanta e os empregados da casa. Quando Aza e Daisy aparecem na semana que o pai desaparecera, claro que ele desconfiou que elas estavam ali por motivos maiores, e ele já estava cansado de ser procurado por sua riqueza material. E ainda tinha o "maldito" Tuatara que ficaria com toda a herança se caso o pai falecesse.


"Vemos adultos tentando preencher o vazio com bebida, dinheiro, Deus, fama ou com o que quer que idolatrem, e tudo isso faz com que apodreçam por dentro, até não sobrar nada além do dinheiro, da bebida ou do Deus que eles acharam que era a salvação. Meu pai é assim... Ela na verdade já desapareceu faz tempo, e talvez seja por isso que não fiquei tão chateado quando sumiu agora. Gostaria que ele estivesse aqui, mas desejo isso há tanto tempo... Os adultos pensam que sabem controlar o poder, mas na realidade é o poder que acaba controlando os adultos. "


Aza descobre algumas coisas sobre o tal homem procurado, e conhece mais seu amigo Davis, lembra que quando estavam no acampamento eram bem próximos. Descobre algumas coisas sobre seu amigo também e entra no dilema sobre desvendar o mistério do desaparecimento daquele homem. Seria realmente bom para os garotos o pai ir para cadeia?

Resultado de imagem para tartarugas lá embaixoO que mais chamou a atenção neste livro é a forma como o autor retrata os dilemas da personagem sobre sua doença. Ela compara como se fosse um demônio dentro dela tomando conta de todo o seu ser e comandando sua vida, mandando ela fazer coisas que não queria, se preocupando com coisas que já preocupou antes, como se fosse um redemoinho de pensamentos intrusivos que nunca vão embora, sempre a atormentando. A vida dela sendo afetada por essa doença em todos os sentidos, até com amizades, amores e com sua mãe.


" O mais apavorante não é girar sem para numa espiral crescente, é girar sem parar na espiral que se afunila. É ser sugado para um redemoinho que vai se fechando mais e mais e esmagando seu mundo até você estar apenas girando sem sair do lugar, preso numa cela que é exatamente do seu tamanho, e nem um milímetro a mais, até você finalmente se dar conta de que na verdade não está preso na cela, você é a cela." 


Hoje este livro ganhou um espaço especial no meu coração. Amei a história, a dinâmica da escrita também é muito boa. Achei leve e fácil de ler. Indico.