Mostrando postagens com marcador Realidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Realidades. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

A Desconhecida - Mary Kubica

Resultado de imagem para a desconhecida livro mary kubica resenhaOlá pessoas!!!


Trouxe hoje uma história maravilhosa, um Thriller psicológico que todos sabem que adoro. A história tem um suspense e a cada tempo que passa na história vai ficando tenso e desesperador. Vou parar por aqui e vamos para a história.

O livro conta a história de duas mulheres. Heide, uma mãe de família que além de cuidar da filha adolescente, também cuida da casa, marido e gatos. Além de ser de casa, também trabalha em uma ONG que ajuda pessoas menos favorecidas. Apesar de viver a vida em prol das pessoas carentes seus familiares não se sensibilizam pela causa.
A outra mulher é Willow. Uma menina que viveu sua criancice feliz com seus pais que eram pobres, mas carinhosos e sua irmãzinha. "Mami costumava dizer: Nós não temos muito, mas pelo menos temos uns aos outros' E então, um dia, nem isso nós tínhamos mais" Porém aos oito anos seus pais faleceram e ela e sua irmã ficaram para a adoção, como sua irmãzinha só tinha quatro anos, pequenininha foi mais fácil de ser adotada, e ela foi encaminhada a uma outra família.

O encontro das duas mulheres se deu ao acaso. Heide pegava o metrô todos os dias em Chicago para ir à ONG trabalhar e, foi quando percebeu uma moça que mais parecia uma criança com um bebê no colo, mal vestida, com frio na umidade, com aparência de fome. Elas estavam ali despercebidas por todos que andavam com muita pressa ao redor. E assim aconteceu por alguns dias até que Heide se aproximou e a levou para casa.

A aceitação de uma pessoa a ajudando foi difícil, ela fica desconfiada, sempre fugia do convívio social, mas como necessitava e estava com fome, aceitou. A bebê Rubi estava muito doente, com febre e descobriram que estava com infecção de urina. Heide não sabia de onde vinha a garota, se Rubi era realmente dela, mas o instinto materno foi mais alto. Seu marido Cris fica muito preocupado com seus bens e sua filha adolescente dentro de casa com uma estranha, tenta a todo custo fazer Heide arrumar um lugar para ela ficar com a bebê, mas não teve jeito. A única solução, já que não ficava em casa devido ao trabalho viajando, contratou um detetive para descobrir quem era realmente aquela garota.

"Toda criatura negligenciada, maltratada, esquecida, ignorada, abandonada, emaciada, abusada, nesta Terra de Deus, era problema de Heidi. Essa, eu sabia sem um pingo de dúvida, era uma discussão que eu não podia vencer."


Atenção SPOILER

Após acompanharmos os sentimentos da Heide e sua "crise de loucura".
Ficamos sabendo que Heide, há dez anos esteve grávida e era seu sonho ter uma casa cheia de crianças, porém foi acometida de um câncer e foi preciso interromper a gravidez e retirarem seu útero, assim impossibilitando a engravidar novamente. Após, negou a ir em médicos de apoio como psicólogos e a tomar medicamentos para depressão. Tudo estava indo bem até o aparecimento da garota Willow com Rubi. Seus sentimentos materno reprimidos voltam e confunde Rubi com Juliet, sua possível bebê que precisou retirar.

Assim, a narrativa da história conta o que aconteceu com Willow após ter sido levada a uma família. Lá sofreu assedio sexual e abuso físicos. Morava, então com o pai de família, Joseph, que era religioso, porém super agressivo, abusivo e bruto, sua esposa que o maior tempo ficava em cima da cama sem percepção de nada ao redor. Seus dois filhos, Isaac igual seu pai e Matthew que é fofinho, me encantou no momento em que entrou na história, sempre honesto e sensível. Foi embora, pois não concordava com seu pai e voltava somente para vê-la. Até que foi preciso fazer algo para libertá-la daquele homem.

Willou sempre tinha notícias de sua irmãzinha, e ficava sabendo como era a vida dela, então inventava uma história de vida para sua irmã acreditar que ela estava bem. Mas a verdade é que não podia contar para ninguém, nem para a assistente social que os visitava.

Bom, o livro foi maravilhoso, com um final surpreendente e inesperado. De acordo a história vai rolando vai ficando frenético a tensão, duvidamos da sanidade e desejamos uma boa solução para todos. Confesso que houve momentos de choro devido a grande emoção que senti. Ou seja, indico essa maravilhosa leitura.


"Não sei mais o que é fato e o que é ficção. Fantasia ou realidade. Digo a ela que não, não sei onde está Willow. Rosno as palavras, de repente furiosa e desejando meu pai, que ele acaricie minha cabeça e me diga que tudo ficará bem. tudo está vindo muito rápido para mim, imagens de Willow, de Rubi, de Zoe, de Juliet. imagens de sangue e corpos e bebês, fetos não nascidos sendo removidos do meu útero."




quarta-feira, 14 de novembro de 2018

O último Adeus - Cynthia Hand

Resultado de imagem para o último adeusOlá pessoas!!!

Trouxe um lindo romance que retrata suicídio, o luto e a depressão. Amei a história e é muito emocionante, vamos à história.

Lexie é nossa personagem principal, é uma adolescente nerd, fera em matemática, vivia ela bem feliz com seus pais e seu irmão. Tinha um namorado e planejava uma faculdade. Porém, aconteceu dois anos antes que seu irmão Ty fez uma tentativa de suicídio. Seus pais estavam se separando devido a uma infidelidade da parte dele, mas estava sendo difícil para os filhos, como sempre é.

Após aquela tentativa Lex fez Ty prometer que não iria fazer isso nunca mais e se caso quisesse conversar com ela era pra ele a procurar. Porém dois anos após o episódio ele conseguiu tirar sua vida,com uma bala de revólver na garagem da sua casa. Ele sentiu um vazio muito grande e ninguém conseguiu interpretar os sinais, ele estava com rolo com uma garota, ficou popular e etc, mas de repente ele a deixa com aquela dor.

Após este acontecido Lex se distanciou de seu grupo da escola, até seu namoro terminou, a verdade é que sentia culpada por não atendê-lo no dia do acontecido. Foi obrigada a frequentar um psicólogo e o mesmo estava a indicando um antidepressivo. Lex estava sendo resistente, achava que não precisava do medicamento, uma outra opção era escrever em um diário. Assim Lex escreve em um diário e através dele ficamos sabendo dos fatos que aconteceram.

Como já contei, Lex se afasta das pessoas, fica sem motivação para viver, sua mãe está também em uma depressão profunda, com muita bebedeira e remédios para dormir. As duas vivem na mesma casa, mas não conversam sobre o sentimento que estão passando. Ambas se culpam pela morte de Ty e sofrem com isso, ainda mais quando começam a ter a impressão que ele está presente dentro da casa, sentindo o cheiro dele e a saudade.

Lex reencontra sua primeira melhor amiga, Sadie. Elas reatam a amizade, o que é importante para ela que no momento afasta todos. Ela tem uma missão, o último desejo de Ty, entregar uma carta a sua namorada. Muito magoada por ele ter uma última palavra para namorada, mas nenhuma para ela, tenta entregar a carta.


"Por que ela? Por que Ashley° Por que você escreveria uma cara a ela, e não para mim? Você não tinha nada que valesse a pena dizer para mim? - Nenhuma resposta. Mas o silêncio parece uma resposta. Engulo em seco. Penso na mensagem de texto. - Eu me recuso a me sentir culpada por algo que você fez, - Eu me sinto culpada sim. Todos dos dias..."


 O que muda o pensamento dela é quando um dos melhores amigos de seu irmão também suicida. Assim tenta se aproximar de um último amigo que está triste e distante, com muito medo dele também levar o mesmo fim.[

Amei a história, profunda e pesada. Com assuntos importantes e possivelmente realidade, uma vez que foi baseado em história real. Indico o livro e já adianto que várias vezes dá uma emocionada.


"O perdão é confuso, Alexis, porque, no fim, tem mais a ver com você do que com a pessoa que está sendo perdoada. Como aquele velho ditado que diz que guardar mágoa é como beber veneno e esperar que a outra pessoa morra."

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Iscas - J. Kent Messum

Resultado de imagem para Iscas - J. Kent MessumOlá pessoas!!!


Trouxe uma leitura muito pesada. Achei uma pressão psicológica muito forte, a história retrata pessoas passando por abstinência devido a forte dependência de uma droga chamada Heroína.

A história conta a vida de seis pessoas desconhecidas entre si que são dependentes de heroína e já não tem uma perspectiva boa da vida. Um dia essas seis pessoas acordam em uma ilha deserta, sem saber como chegaram ali. Os personagens são: Nash, um rapaz que, como todos os outros, não tem nada na vida, nem ninguém que o interessa mais. Chega a ser líder do grupo e é um personagem bem forte. Felix é um homem brutamonte, fortão, a descrição passa a mensagem de que ele faz ter medo só por sua imagem. Sofreu perda familiares e segue a vida lutando box e usando a droga. Tal é um cara que é o mais descontrolado com seu vício, Kenny é homossexual sofre bastante por este motivo e encontra pessoas erradas para lhe apresentar um prazer na vida, que no caso, seria a droga. Ginger é minha personagem preferida, ela é uma mulher forte, cheia de amargura e precisou se prostituir para conseguir dinheiro para manter seu vício. E por fim, Maria uma mulher estrangeira, depressiva e muito viciada, também se sujeitava a vender o corpo a fim de ter dinheiro para comprar sua droga.

Bom, os personagens acordam na ilha e alguns já estão em abstinência. Logo eles se conhecem e descobrem que ambos são viciados em heroína. Percebem no meio dessa pequena ilha um baú com água e pouco lanche para todos e uma carta. Percebem que estão sem alimentos, sem água ou local de conforto e deveriam seguir os conselhos da carta.


"-Eu sou escrava da heroína há anos.
Os outros assentiram ao mesmo tempo: Marionetes do vício atadas umas nas outras. (...)
-Ela escravizou todos nós- acrescentou Nash. - É o que faz de melhor.
Todos evitaram se entreolhar, tentando esconder as cicatrizes e as feridas, remexendo nas roupas e nos cabelos e mostrando um repentino interesse a sua volta..."


Na carta tem a informação que deveriam atravessar o mar e ir a uma outra ilha que teria outro baú com comida, água e heroína. Os personagens avaliam a situação e percebem que eles estão em um tipo de show, estão sendo observados. No mar existem tubarões que estão só aguardando para os pegarem. Lógico que inicialmente escolhem não ir em local nenhum e aguardar ajuda externa, mas a abstinência o estavam descontrolando, por fim acontecendo brigas.

Assim, escolhem irem unidos, um ajudando o outro a atravessar a ilha. Na travessia acontece ataque dos tubarões e embora alguém tenha sofrido conseguiram atravessar.  Lá aproveitam primeiro a droga e após o lanche e a água potável. Logo após desfrutarem da melhor heroína que já usaram, perceberam que tinha uma nova carta.

Essa carta agora mandava que eles atravessassem novamente e teriam como recompensa uma grande quantidade de heroína. Mas agora eles já estavam temerosos, pois viram alguém sendo comido vivo pelos monstros dos mares. Conhecemos os verdadeiros vilões por trás daquele terror.

Como disse, a história é pesada não pelo vício e abstinência, mas pelas mortes. Foi muito envolvente as histórias de vida dos personagens.

A heroína é uma droga que se origina da planta Papoula(ópio) e dessa mesma planta que origina a Morfina o qual tem o mesmo potencial de dependência. O modo de uso é inalada ou aquecida e injetada. O usuário fica eufórico e confortável, mas assim que acaba o efeito o usuário fica louco querendo mais. O organismo entra em desequilíbrio nos hormônios. Todas as drogas são prejudiciais a saúde, mas essa é uma das mais prejudiciais e que causa mais dependência.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Belinda e EM - Cammie McGovern

Resultado de imagem para Belinda e EM - Cammie McGovernOlá pessoas!!!

Simplesmente amei essa leitura. Além de ter na história personagens com várias deficiências, retrata o amor, a amizade e a interação. Não é novidade que amo personagens com deficiências mentais, com problemas psiquiátricos ou abusos. Então vamos à história.

Emily é uma menina que estuda no ensino médio, sempre lutou a favor das minorias, acredita que consegue enxergar além das aparências, mas nem sempre foi assim. Tentou ficar junto com as populares, mas desistiu. Achava os jogadores e animadoras de torcidas fúteis. Ela e seus amigos fazem parte de uma ação jovens, recolhem assinaturas, achando que assim estaria fazendo a diferença.

Lucas é um garoto popular, jogador de futebol americano. Enorme, lindo e tímido. Ele e Emily não eram amigos, pois faziam parte de grupos diferentes. Porém devido um fato tiveram que estar juntos e se conheceram melhor, mudando o conceito que tinha um do outro.

Belinda tem 21 anos, tem uma deficiência intelectual, mas é super inteligente. Aprendeu a ler, a contar e a colocar as coisas em ordem alfabética. Sabe sobre o amor e sobre a convivência em meio social. Será o último ano na escola. Ama atuar em teatro, quando mais nova fazia muitas peças e todos a elogiavam. Pena que o diretor da escola a proibiu de atuar, ela sempre ficava com os papéis principais, e sempre ia nos testes mesmo sabendo que não iria atuar. Ama Orgulho e Preconceito, adora ainda mais a versão de 8 horas. Tinha uma paixonite pelo ator que faz o personagem de Sr. Firth. Ela assiste o filme em Looping e diz que o personagem conversa com ela e etc.

Em um dia atípico Belinda foi à escola fora do horário escolar, era um jogo de futebol onde um rapaz jogaria. Ela foi vê-lo e o entregar presentes feitos especialmente para ele. Muito simples e ingênua foi rejeitada e quando ficou em uma situação triste e em um lugar sozinha acontece algo muito, mas muito ruim com ela. Primeiro Emily viu o que estava acontecendo, mas algo a fez não procurar ajuda, depois Lucas também viu. Mas também não procurou ajuda, pensou que Emily iria socorrê-la.

Aquele fato ficou na mente de Belinda e a fez ter muito medo. Precisou ficar um tempo fora da escola para superar. Como penalidade Emily e Lucas teriam que ir em aulas de relacionamento como serviço comunitário, onde era frequentados por pessoas com deficiências. Lá conhecemos alguns alunos maravilhosos que adoram aquelas aulas e fazem várias atividades sobre relacionamento e sobre como conviver no meio social.

Após participarem de algumas aulas, os conceitos de vida dos nossos personagens muda e acabam percebendo que deveriam fazer algo para a Belinda, fazê-la feliz e mostrá-la que é criativa e importante.

Amei a leitura, os meus personagens preferidos são Belinda e Anthony que tem síndrome de down e a chama de "Beminda". Amo todas as conversas deles. Me diverti bastante e amei o fechamento, o emadurecimento dos personagens e a interação de todos, mostrando como dá para conviver com as diferenças.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Garota em Pedaços - Kathleen Glasgow

Resultado de imagem para garota em pedaçosOlá pessoas!!!

Trouxe hoje uma maravilhosa leitura. Amei a narrativa, a história e me emocionei muito com a personagem. Esta história facilmente pode ser real, então vamos à história.

Charlotte Davi é uma garota tímida, com muita vontade de amar, ser amada e viver, porém somente demonstra tristeza, rancor e mágoa. Na clínica em que ficou internada inicialmente era conhecida como Sue silenciosa por se calar. O vazio dentro dela era tão grande, uma escuridão que sugou a sua voz.

Charlie foi levada a essa clínica e que tratam pessoas que se auto-mutilam. Ela tinha curativos nos pulsos e nas coxas. Nessa clínica conhece várias meninas, muito observadora, sempre sendo uma ótima ouvinte, nos conta sobre cada uma delas e sobre a enfermeira que ela chama de gasparzinho por sempre chegar de mansinho, ser carinhosa, falar manso e baixinho e as consola nos momentos difíceis.

Charlie nos conta que já tinha o costume de se cortar ante de conhecer a Ellis e escondia dela e de todos. Nunca imaginou que uma garota como ela gostaria de ser sua amiga. Ela era a excluída na escola, sempre ficava pelos cantos escondida, sofrendo bullyng, mas foi escolhida pela Ellis para serem amigas.

Ela nos conta sua rotina na clínica, pra ela está tudo bem, melhor que na rua onde ela morava. Sua preocupação é, e se precisar de ir embora pra onde iria? Pra casa da mãe não queria, iria ser novamente maltratada. Após a morte de seu paizinho sua casa nunca mais foi a mesma e com a perda de sua amiga Ellis quis sumir da face da terra.

Chega o dia em que precisa sair da clínica, não porque estava boa, mas devido não ter mais como pagar. Sua mãe prometeu cuidar dela, mas a verdade é que somente se responsabilizou para ela poder sair, não queria ela por perto, não depois do que ela lhe fez. Charlie quebrou o nariz dela e por isso que tinha sido expulsa de casa. Por consequência caiu nas mãos de Frank Foda.

Evan e Drump vendiam drogas, roubavam mas a defendia por isso escolheu se sujeitar a fazer essas coisas. Eles a salvaram e a levaram a um hospital, estava com pneumonia. Quando ficaram sabendo que estava na clínica levaram sua mochila.

Assim que sai da clínica percebe que está sozinha novamente, se sentindo uma aberração com muitas cicatrizes, um buraco negro na sua vida. Sua mãe lhe entrega um dinheiro que ela e Ellis juntaram e terá que fazer sua primeira viajem sozinha. Michael era o grande amor de sua vida, seu amigo que foi embora pra longe. Ele prometeu ajudá-la e deu seu endereço. Então nossa personagem vai de Minneapolis que é super gelada para Tucson, no Arizona onde é super quente.

Vemos nossa personagem se reerguer. Precisava de um emprego e de um lugar para morar. Lá conhece várias pessoas, algumas com a vida até pior que a dela e cabe agora a ela decidir as companhias a andar e o caminho a traçar. Acompanhamos Charlie tentando suportar a vontade de se cortar e dando mais atenção a arte do desenho que é seu maior dom.

Riley é irmão da sua patroa, ele mesmo diz que só faz merda, ela acha que poderiam se completar. Ele estaria somente a usando ou gostava realmente da sua presença? Sua vida lá estava sendo trabalhar, resistir a tentação de se cortar e esperar algum pedido de comida devolvido para poder se alimentar. Ia também a biblioteca para mandar e-mail e desenhava muito. A chegada de uma ex paciente chamada Blue da mesma clínica poderia tornar aquela rotina melhor ou pior. Ela pensava que seria uma boa uma companhia para ela.

Nem preciso dizer que me emocionei bastante, né. Este livro é sem dúvida o melhor que li este ano e como disse garotas como ela com certeza existe, aquela que é maltratada em casa, acaba se achando em drogas ou em amizades erradas, que se cortam para fazer parar de doer o que tando dói por dentro.

"O corte é uma cerca que você constrói no próprio corpo para manter as pessoas do lado de fora, mas depois você chora para ser tocada. Mas a cerca é de arame farpado. E agora?" 

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Meu Coração e Outros Buracos Negro - Jasmine Warga

Resultado de imagem para resenha Meu Coração e Outros Buracos Negro
Olá pessoas!!!

Trouxe uma resenha de um livro muito lindo e que retrata uma assunto forte como a depressão e a vontade de não viver mais. Será que nossa protagonista vai cometer um suicídio? Então vamos à resenha:

Aysel é nossa personagem principal, adolescente como todas as outras. Além de estudar, trabalha de telemarketing onde odeia estar ali, e entre uma ligação e outra mata o seu tempo entrando em um site de relacionamento. Este site na verdade serve para encontrar pessoas com o mesmo objetivo: se matar.

Passagens tranquilas é o nome do site, e um dia que Aysel estava lendo, encontra um rapaz que pede uma parceira de suicídio para um dia específico. Ela, que já estava com a intenção, resolveu responder e marcar. 

Ronam é o parceiro de Aysel, e se encontram para se conhecerem e marcar como será no dia.
Ela nunca pretendeu contar o motivo que a levava a querer tirar sua própria vida, apenas estava claro a depressão em que se encontrava. Não tinha vontade de sair e nem se arrumar, não gostava mais de ir a escola, pois sempre via comentários nos corredores ao seu respeito. Achava que se contasse que era filha de um homem que fez uma coisa terrível, Ronan nem iria querer "morrer" com ela.


Aysel morava com seu pai desde que separaram. Sua mãe arrumou uma nova família, casando novamente e arrumando mais filhos. Passava finais de semana com ela, mas se sentia intrusa, repreendida pelo olhares. E então quando tudo aconteceu e precisou de morar com sua mãe e a nova família, sentia que não era ali seu lugar, que não era bem recebida, que estava ali como entrometida e o seu medo era acabar virando um monstro como o seu pai.

Aysel conhece Ronan e percebe que ele é bem querido dos outros meninos, conhecido popularmente, pois era um dos melhores jogadores de basquete, tem uma mãe atenciosa e que mostra muito carinho para com ele. Assim Aysel fica se perguntando o motivo dele querer tirar sua própria vida. Assim como ela, ele não queria revelar o motivo, que inclusive é muito triste. 

O livro é contado de forma decrescente até a data marcada pelos dois para suicidarem juntos. Sempre Ronan duvidando que ela iria até o fim, apesar de mostrar muita frieza para ele, mas no fundo ela estava vendo vários motivos para continuar vivendo, para lutar e fazer ele também perceber um bom futuro. Ela sempre foi muito estudiosa e inteligente. Amava a física e um professor fez parte na decisão final da nossa protagonista.


"Quero afirmar que sei, com certeza, que sou diferente do meu pai. Que meu coração bate em um ritmo diferente, meu sangue pulsa a uma velocidade diferente. Mas não estou segura. Talvez a tristeza venha pouco antes da insanidade. Talvez ele e eu compartilhemos a mesma energia potencial. Tudo o que se é que não vou ficar aqui e descobrir se vou me tornar um monstro como meu pai.!


Esse livro foi muito importante, uma vez que, retrata a depressão e esse sentimento de vazio/buraco. Me vi com os pensamentos dela várias vezes. Normalmente as pessoas ao redor não percebem a depressão, só veem quando já é tarde. Cabe a nós vermos lá na frente e procurarmos motivos para continuar existindo.

Indico a leitura, não só por ser importante e por ter mexido comigo, mas porque é uma história que pode ter sido real.


"E talvez a lesma preta sempre viva dentro de mim. Talvez eu sempre tenha dias ruins quando o peso parecer insuportável. Mas por mais brega que soe, talvez os bons dias façam valer a pena passar pelos ruins.
Por tempo demais fiz do meu passado meu futuro, com medo de imaginar outra coisa. E agi assim- estática-, com medo da minha energia cinética. Talvez seja a hora de começar a imaginar, talvez seja hora de me pôr em movimento. Talvez seja hora de lutar contra a tristeza dentro de mim.
Será que é possível fazer Ronan entender isso? Fazê-lo ver que minha mudança não tem a ver com dar para trás, mas com lutar?"

quarta-feira, 25 de julho de 2018

13 Segundos - Bel Rodrigues

Olá pessoas!!!

Trouxe um lindo romance. Ele foi escrito por uma youtuber que muito identifico com os livros que ela mesmo gosta e resenha, gosto bastante da forma de os descrever e, é claro que não me decepcionou nesse primeiro livro solo. Amei ainda mais por retratar orgulho negro, lgbt, retratar abusos, machismo, incentivar adoção e o feminismo, entre outras coisas que li. Então, vamos logo para a história, pois estou ansiosa para contar.

Lola é uma menina que amadureceu bastante com o tempo. Mora com sua mãe e sua irmãzinha que é sua paixão. Muito aplicada nos estudos e com objetivos de vida. Ama cantar e faz disso um escape dos problemas da vida.

Namorava Léo, mas percebeu que o namoro não estava a fazendo mais feliz, mesmo tendo muitas memórias boas, colocando na balança via que não valia a pena, além de perceber posturas inadequadas e machistas também estava com planos para o futuro e aquele namoro somente iria distrair o foco. Léo não aceitou bem o término, mas acreditava que o tempo iria mudar e fazê-lo aceitar.

Estava começando um novo ano na escola, estava ansiosa para reencontrar os amigos, saber das novidades de todos. Assim que chega, percebe um garoto novo na escola, lindo de tirar o fôlego, mas o que fez ela ficar mais acanhada é que esse garoto, o Jonh, era o mesmo que tinha ficado em uma festa. Naquele dia estava bêbada, não lembrava de muitas coisas além do cheiro do seu apartamento e como foi gostoso.

Jonh acaba entrando no grupo de amizades de Lola e descobrimos então que ele é canadense e estaria na cidade provisório. Ali começam uma amizade/romance, ela define como caso passageiro, mesmo a cada dia estando mais apaixonada.

Lola acaba sedendo e criando um canal no Youtube para compartilhar os covers, uma vez que não teria mais o coral da escola para praticar o que mais ama. Sua vida estava indo muito  bem, até que um dia acorda e o que tinha mais medo aconteceu. Recebe uma enxurrada de xingamentos, não por causa de seus covers, que tinham milhares de visualizações, mas devido um fato que dura 13 segundos, assim estragando sua vida e lhe tirando a vontade de viver.

Agora Lola precisará de suas amigas, o apoio de sua mãe e a compreensão de John por um bom tempo, a descrição é muito intensa e retrata como ficou se sentindo sobre tudo isso.

Amei a leitura, indico.

"Olha, mana, existem muitas e muitas cores de peles espalhadas pelo mundo. Imagina só que chato seria se todos fôssemos iguais?! Blergh! -Brinquei fazendo careta, e ela sorriu. - Seu amigo ainda não deve ter aprendido que existem outras cores além da dele, por que você não explica isso pra ele na próxima aula?!"

sexta-feira, 30 de março de 2018

Quando tudo faz sentido - Amy Zhang

Resultado de imagem para quando tudo faz sentido resenhaOlá pessoas!!!


Trouxe um livro com assuntos abordados pesados e extremamente interessantes como bulling, abortos, drogas, depressão, suicídio e etc. Um livro necessário sobre porque você está fazendo bulling? Como você se sente após desprezar e humilhar outra pessoa? Então vamos à história.

Essa é a história de Elisabeth ou melhor, Liz, que é popular na escola e vive rodeadas de amigas, mas ela se envolve em um acidente. Agora Liz se encontra no hospital com os órgãos machucados, com risco de vida. Ela não imaginou que seria assim. Pensava que fraudar um acidente e acabar com sua vida era mais fácil.

"As pessoas são engraçadas, não é? Só acreditavam no que viam. As aparências eram tudo o que importava, e ninguém nunca daria a mínima para o que ela sentia. Ninguém se importava que ela estivesse desmoronado."


Liam é o rapaz que chama a ambulância para socorrê-la. Ele é uma das poucas pessoas que conseguem enxergar quem é ela realmente, consegue amá-la sem receber amor em troca, a ama em segredo. Sabe que não foi um simples acidente e implora para ela resistir e não desistir da vida.

Apesar da sua popularidade não era muito adorada pelas pessoas, muito pelo contrário, era desagradável e ridicularizava as pessoas participando de vários bullings, ela sabia que estava errado participar, mas não conseguia parar. Após alguns anos se tornou essa pessoa desagradável, virou uma garota rebelde que gostava de festas e de ficar louca com bebidas, sexo com qualquer um, apesar de ter um namorado, que também gostava de pegar qualquer uma.

Seu pai falecera há alguns anos e após ela se tornara essa menina vazia, sozinha e fútil. Sua mãe muito ocupada com viagens para trabalho a deixava sozinha, conversava o necessário e quase nunca se viam. Uma adolescente de 16 anos precisa tanto de uma pessoa para dar um norte na vida e nas ações ainda mais depois da morte do pai, mas sua mãe Monika somente percebera isso quando viu sua filha em risco de morte em uma cama do hospital.

O livro nos conta dias, horas e minutos antes do acidente, fatos que aconteceram que ocasionaram na culpa que nossa personagem estava sentindo para desistir da sua vida. Ela acabou acreditando que não merecia viver sua vida, fez muitas coisas para pessoas próximas ou somente conhecidas, coisas desprezáveis e erradas. O cenário principal da história é na escola e no hospital onde Liz se encontra. Lá se reúne amigas dela e colegas de escola que na verdade não gostava dela, mas estava lá por curiosidade, para aguardar a notícia da morte, e Liam não se afastou do hospital desde que ela foi levada, mas ficava lá meio invisível.

"Liz teria odiado isso.
Ela teria percebido que a maioria deles não está chorando por ela. Estão chorando por si mesmos, por medo da morte, pela perda da fé na própria invencibilidade, porque, se Liz Emerson é mortal, todos são."


Gostei bastante do livro, pois sempre lemos sobre a pessoa que sofre o bulling e nunca sobre quem o faz, neste caso ela o pratica, se mostra forte, invencível, mas precisa de ajuda, é sozinha e sente falta da presença dos seus pais, não tem a quem recorrer. Gostei bastante também das histórias das amigas da nossa personagem, a Júlia e sem dúvida da Kinnie. Viraram amigas delas depois de sofrer nas mãos dela, mas agora são inseparáveis. Influenciadas muitas das vezes pela Liz para fazer coisas erradas.

Leia.

terça-feira, 27 de março de 2018

Too Late - Collen Houver

Resultado de imagem para livro too late

Olá pessoas!!!


Trouxe mais um livro dessa rainha de escritora que é a Collen Houver. Este livro foi escrito para o wattpad, gratuito e tradução livre é Tarde demais. 
Adianto que é muito pesado, muitas cenas pesadas de sexo a todo o instante, personagem desequilibrado psicologicamente e abuso contra mulher. Apesar desses assuntos pesados gostei do livro, acho que devemos pensar sobre estas questões, quantas pessoas sofrem caladas por medo do parceiro. Então vamos à história.

"Asa não é desse jeito porque ele escolheu ser. Sinto que ele é desse jeito porque ninguém nunca lhe mostrou como ser diferente. (...) Por isso, ele terá sempre a minha simpatia. Ele nunca terá o meu coração e provavelmente nunca terá o meu perdão. Mas eu não consigo evitar lhe dar minha simpatia."


Sloan é uma garota que vive para e pelo seu irmão. Na vida ela só tem ele, já que seu outro irmão faleceu e sua mãe nunca se importou. Por isso tem o objetivo de estudar, conseguir a independência para cuidar sozinha de seu irmão.

Quando estava na faculdade foi xavecada por um gato e já está em um relacionamento com ele há dois anos, mas foram dois anos arrastados, uma vez que está dependendo dele sustentar seu irmão em uma clínica que cuida dele 24h por dia. Sofre por ter que continuar com isso, mas pelo seu irmão iria até o inferno. Assim ela segue sofrendo abuso sexual, ela não tem força para mandá-lo parar. A casa sempre fica cheia de garotos, todo dia é festa na piscina para os amigos, com bebida e drogas.

Asa, um garoto que sofre consequência da forma como foi tratado quando criança, aprendeu que toda mulher é vadia, que homem que chora é fraco. Assim, quando conhece Sloan descobre que nem toda garota é vadia, ela era tão inocente, ingênua e isso o encantou. Ele precisava dela, e ela o amou. Isso pra ele foi tudo que precisava, nunca teve ninguém que o amasse e tinha certeza que ela nunca o deixaria, nunca o trairia.

Sloan se sente aprisionada com Asa, ela não consegue dormir direito por causa das festas que rolam quase todos os dias à noite ou porque ele sempre quer ficar transando atrapalhando o seu sono. Todo lugar que ela vai, ele sabe, por isso sempre vai da casa para a biblioteca e de lá para a casa. E sempre ela fica cheia de homens caídos, bêbados, drogados, baderna para ela arrumar e comida para todos os marmanjos comerem.

Carter é o novo sócio de Asa. Conheceu Sloan sem saber quem ela realmente era e quando descobriu que era a namorada de Asa soube que se não tomasse cuidado atrapalharia todo o esquema. Teria que descobrir e derrubar o império de Asa, disfarçado se aproximou e acabou apaixonando por quem não deveria. O pior é que presenciou ele destratando Sloan e fará qualquer coisa para não vê-la sofrer.

"O amor encontra você nas tragédias.
Esse é certamente o lugar onde Carter me encontrou.
No meio de uma série de tragédias..."


A história é contado na primeira pessoa pelos três personagens, assim descobrimos os pensamentos psicopatas de Asa, os sentimentos que invadiam os pensamentos de Sloan quando era abusada e tudo sobre a investigação de Carter.

É muito intensa a história, Asa é doente, Sloan está perdida, sem saída e o tanto de partes retratando um sexo abusivo é doentio.

"Ele se afasta, e é aí que eu não consigo mais controlar as lágrimas. Eu não sei no que acreditar. Em quem confiar. Quem odiar, quem amar. Vou para a pia e lavo o molho de espaguete das minhas mãos.
Eu preciso sair desta casa"

domingo, 25 de março de 2018

FALE - LAURIE HALSE ANDERSON

Olá pessoas!!!
Resultado de imagem para LIVRO FALE
Trouxe hoje um importante livro para a sociedade. Todos nós já passamos pelo ensino médio, e as crianças/adolescentes podem ser muito maldosos com os colegas, sabemos disso. Então, esse livro diz sobre falar ou calar quando estiver se saindo prejudicado ou injustiçado. No caso nosso quando estiver sendo ABUSADO SEXUALMENTE. Vamos direto para a história que entenderá melhor.


Melinda era uma garota que vivia rodeada de amigas, elas se entendiam, se amavam. Eram mais populares que ela, mas nunca se importou com isso. Digo era, pois no ano anterior houve uma festa e ela e todas as suas amigas foram, era o momento da melhor amiga dela, mas aconteceu algo que no susto e no desespero ela pegou o celular e ligou para a polícia. Nessas festas de colégio sempre rola coisas ilegais, drogas, álcool e etc, e lógico que após ter chamado a polícia alguns meninos foram levados. Agora estava no primeiro ano do ensino médio, sem amigas, sendo xingada pelos corredores, levava bolinha de papel na cara, nas costas, recebendo muitos deboches. Todos lá sabiam que ela era a menina que ligara para a polícia, porém ninguém a pergunta o porquê de ela ter feito aquilo.

Assim Melinda está a um passo da depressão, com pensamentos suicidas, vai levando a vida, pois não tem pra onde correr. Na sua casa, sua mãe só pensa em trabalhar, seu pai também trabalha muito e não é muito presente. São na verdade uma família de representação, quando sentam na mesa para jantar, sempre acaba em discussão de ambos e ela no meio da confusão.

Desde o acontecido Melinda decidiu se calar, pois não tinha vontade de dizer a ninguém o que estava acontecendo na sua vida, não se sentia segura, será que acreditariam? Deveria falar com sua ex melhor amiga Rachel para ela parar de julgá-la?

O lugar de refúgio da nossa personagem ficou sendo na aula de artes, ela sempre gostou muito de desenhar e o professor a deu um desafio, teria que demostrar sentimentos através da arte de árvore. Seu professor é muito sábio e conversa muito com ela, foi o personagem que a encorajou a se abrir.

Nesse meio começa a andar com ela uma menina que claramente é interesseira. Heather somente quer ser aceita em algum grupo. Nessa altura, Melinda não se importa se vai ser aceita em algum grupo de pessoas, somente quer proteger sua ex melhor amiga, e tentar a abrir os olhos.

Como já disse, esse livro é importante para pensarmos sobre alguns assuntos como bulling, abusos, se enquadrar em grupos de pessoas, família desestruturada, e etc. Muito emocionante o fechamento e o melhor é que esta história passa na vida de várias garotas e da mesma forma que Melinda, não tem coragem de se expor e se proteger.

"As vezes eu acho que o ensino médio é um trote prolongado: Se você for forte o bastante para sobreviver a este período, vão deixar que se torne adulta. Tomara que valha a pena."

sábado, 24 de março de 2018

E Não Se Esqueçam de Regar os Girassóis - Sara Bentes

Olá pessoas!!!

"Com a voz ligeiramente tremula, ela começou a falar: - Eu ainda te conheço tão pouco, Emanuel. Mas em toda a minha vida, mesmo quando eu enxergava, jamais vivi, com qualquer outra pessoa, a sensação de liberdade e de plenitude que vivo com você."

Resultado de imagem para resenha de e não se esqueça de regar os girassóisTrouxe um romance lindo, nada convencional apesar de que o encontro das almas foi com uma trombada no corredor,  como nos contos. Porém esse romance retrata uma moça tentando superar sua baixa visão e de um rapaz que, por consequência de um ato, se tornou um cadeirante. Vamos à história que explico melhor.

Giovana é uma moça linda, cabelos longos, ama natureza, cantora e educadora, ama crianças e por isso é voluntária no hospital na ala pediátrica. O diferencial dela é que é baixa visão e tenta superar essa dificuldade que é passar por esse problema na sua vida. Nos corredores da escola que dá aula de canto tromba com Emanuel.

Emanuel é um rapaz muito engraçado, feliz e grato com a vida, apesar de sofrer uma consequência de uma decisão passada, na época em que era rebelde. Ele sofre epilepsia em caso de estresse, anda de cadeira de rodas ou muletas, dependendo da fraqueza das pernas, e tem várias marcas pelo corpo. Trabalha como programador e quando conhece Giovana se encanta com aquela moça linda que mesmo na dificuldade tenta ajudá-lo.

Depois de um longo tempo que não se encontram mais, se esbarram novamente na aula de teatro. Foi uma surpresa e felicidade para ambos. Depois de um ano a visão de Giovana apagou totalmente e ela está tentando superar as dificuldades, a amizade de Emanuel veio na hora certa, com a presença dele tudo fica mais leve, a vida é mais engraçada e esquece os problemas.

De forma muito engraçada, é contada o relacionamento dos dois, a forma que eles veem a vida e como ele descreve as coisas para ela. Também é um grande aprendizado sobre como tratar e conviver com uma pessoa deficiente visual e deficiente físico.

"Adquirir ou nascer com uma deficiência, com uma limitação, não nos põe em outro patamar de evolução nem nos dá automaticamente uma capacidade a mais de superação. Antes de qualquer diferença, somos pessoas, cheias de sonhos, de paixões, de imperfeições, de outras tantas coisas, é a oportunidade de desenvolver, talvez com mais urgência, essa capacidade maravilhosa e inerente ao ser humano  que é a superação. 


Essa história ainda tem o caso de um relacionamento passado de Giovana, sobre bulling e preconceitos. Indico a história, amei.

quinta-feira, 8 de março de 2018

A Cidade do Sol - KHALED HOSSEINI

Resultado de imagem para A Cidade do Sol - KHALED HOSSEINIOlá pessoas!!!

Trouxe um romance lindo que retrata o Afeganistão como a gente nunca viu. Esse autor escreveu também O Caçador de Pipas e O silêncio das Montanhas e são lindos os livros, muito emocionante e forte. Com personagens além de interessantes, muitos sofredoras, um exemplo de determinação. Então, vamos à história.

Atenção, pode conter spoiler !!!


Mariam cresceu em um lugarejo junto com sua mãe. Seu nascimento foi concedido através do adultério de seu pai que já tinha 4 mulheres e sua mãe a empregada da casa. Logo quando descobriu a gravidez ele,  levou sua mãe para aquele lugar afastado e nunca teve os mesmos privilégios da família de verdade. Apesar disso, Mariam adorava seu pai, ficava ansiosa para ele vim vê-la, que ia uma vez na semana e além de levar alimentos tirava um tempo para pescar com a menina.

Um dia ela mostrou interesse em passear com ele e conhecer seus outros 10 irmãos, ele com muita insistência dela, prometeu de ir buscá-la. Mariam vestiu a melhor roupa, e esperou o dia inteiro. Escondido da sua mãe resolveu se aventurar e procurar a casa dele. Foi a primeira vez que ela saia do vilarejo onde morava, mas com ajuda de pessoas conseguiu chegar na casa de Jalil, seu pai.
Foi uma decepção enorme, pois nem pôde entrar na casa. Ficou na calçada esperando ser atendida por Jalil, mas ele não a deixava entrar e nem foi na porta falar com ela. Depois de passar a noite inteira na calçada, de manhã foi obrigada a ir embora. O motorista de seu pai a levou, mas chegando na choupana onde morava encontrou sua mãe morta. Ela não suportou a ideia de Mariam a trair e ir atras de seu pai.

Após este acontecimento Mariam ficou na casa de seu pai por um tempo até arranjarem um casamento para ela. Com 13 anos de idade, casou com Rashid, um homem muito mais velho que ela e que também passou por luto recentemente. Já tinha sido casado e tinha um filho, mas perdeu ambos. No início ele foi paciente e bom com ela, mas depois mostrou que ela precisava de cumprir com as obrigações de esposa para com ele. Então, ela descobriu como agradá-lo na cama, na cozinha e na casa. E quando ela não conseguia gerar filhos, ele começou a demonstrar completa indiferença, desprezo por ela somente a procurando para satisfazer desejos e espancá-la por nenhum motivo.

"-Aprenda isso de uma vez por todas, filha: Assim como uma bússola precisa apontar para o norte, assim também o dedo acusador de um homem sempre encontra uma mulher a sua frente. Sempre.
Nunca se esqueça disso, Mariam.
-Para Jalil e suas esposas, eu era uma erva-de-passarinho. Uma ciganinha. Nós duas éramos. E olhe que você ainda nem tinha nascido. - O que é uma ciganinha?-indagou Mariam. - É uma planta- disse Nana.- Daquelas que a gente arranca e joga fora (...)"


Em Cambul onde Mariam agora morava com seu marido Rashid conheceu algumas pessoas vizinhas, mas com muita vergonha da sua situação não fez amizades. Na vizinhança morava Laila e seus pais. Seu pai foi um professor, mas não podia mais dar aula, sua mãe estava em depressão por saudades de seus dois filhos, que estavam na guerra, assim Laila ficava muito tempo se sentindo sozinha durante o dia. Somente quando o seu pai chegava que ia fazer as lições de casa e conversar um pouco sobre seu dia.

Laila tinha um amigo chamado Tariq, sentia uma paixão silenciosa. Sentia muita saudades dele quando estava distante e amava passar suas tardes com sua família. Tariq usava uma perna mecânica, mas isso não fazia ele ficar menos forte, a defendia sempre que os meninos mexiam com ela, e sentia muito orgulho dele por isso.
A guerra no Afeganistão estava mais quente e todos com medo, por isso os pais de Tariq resolveram ir embora dali, e ele prometeu voltar para buscá-la, uma vez que sua mãe estava muito triste com a morte de seus filhos por consequência da guerra. Porém, após 15 dias decidiram ir embora também como praticamente todos ali da redondeza.

No caminho para fugirem dali, uma bomba atinge sua embarcação e Laila perde seus pais. Mariam cuida dela até se recuperar e Rashid aproveitou a oportunidade para casar com ela. Laila estava com um filho no ventre e pensava que Tariq também já tinha morrido, assim aproveitou a oportunidade e aceitou se casar.

Agora temos duas mulheres criadas de forma diferentes debaixo do mesmo teto, sofrendo as mesmas dificuldades com um marido extremamente violento. Mariam fora criada e ouvia de sua mãe que ela para os homens somente serviria para procriar, servir e dar prazer. Laila fora criada com o objetivo de lutar pelos seus sonhos, estudar, formar e se casar com um homem que ama.

De início elas ficaram como rivais, mas quando perceberam já estava como cúmplices daquela situação com dois filhos de Laila. Zamai era novinho filho de Rashid e Aziza a primeira filha. Assim começaram a passar dificuldades, casa cheia, a guerra continuando, as leis se apertando, os Talibãs invadiam o Afeganistão.

A partir daí as duas mulheres se uniram, mas seu esposo era mais forte e mais temido. O fim desta história é linda, ainda acontece muito mais coisas nessa história e vale a pena conferir.

sábado, 24 de fevereiro de 2018

A Pérola que Rompeu a Concha - NADIA HASHIMI

Resultado de imagem para a perola que rompeu a concha

Olá pessoas!!!


Trouxe uma magnífica história sobre, em especial mulheres do Afeganistão. Este livro nos põe de cara com questões como política, corrupção, casamento infantil, descriminalização de deficientes,  violência às mulheres e desigualdade de gênero sofridas naquele pais e foi muito bom ler sobre essa outra cultura. Tenho uma empatia enorme por esse povo, em especial às mulheres e crianças, então vamos à essa história inspiradora.

"Assim é a vida para as meninas. Uma filha não pertence de fato a seus pais. Uma filha pertence aos outros"


Rahima é uma criança que vive no Afeganistão com sua mãe, chamada pelos filhos de Madar-jan e seu pai chamado pelos filhos de Padar-jan, e suas duas irmãs mais velhas e mais duas irmãs mais novas. Ou seja, eram cinco filhas e ela era a do meio. A cultura daquele povo não via com bons olhos uma mulher que somente tinha filhas, era humilhante para o pai não ter filho e isso atrapalhava o andamento daquela família. A mãe se sentia impotente por não ter gerado menino e o pai colocava a culpa nela.

As meninas adoravam estudar, porém devido às circunstâncias não podiam sair de casa sozinhas, pois era perigoso. E tinham também a cultura em que, meninas tinham que sair de burca, andar de cabeça baixa, não poderia olhar nos olhos dos homens e etc. Sua mãe sentiu que tinha a necessidade de um menino, mas não queria se arriscar engravidar novamente, a casa já estava cheia e seu marido vivia viajando para guerra e quando estava em casa ficava muito irritado devido aquela situação, ficava somente deitado e fumando ópio (maconha).

A solução mais fácil que essa família recorreu foi transformar uma de suas filhas em Bacha posh (que significa vestida como um menino em dari). Rahima foi a filha escolhida, pois ainda não tinha virado moça, tinha 10 anos e era esperta. Seu cabelo foi cortado e lhe arrumaram roupas masculinas. A partir dali sua vida modificou, teve a liberdade que todo o garoto Afeganistão podia usufruir. Podia brincar na rua com outros garotos, olhar nos olhos de outros homens, sair para estudar, para comprar coisas na feira pra sua mãe, acompanhar suas irmãs na rua e etc. Os costumes caseiros das mulheres também foi mudados, agora não precisaria ajudar nos afazeres da casa, mas trabalharia na rua ganhando algum trocado para sua mãe.

"Minha caminhada acelerada se transformou em uma corrida quando percebi que não precisava ser recatada e respeitável. Um homem velho passou e experimentei olhar diretamente para ele, fitando seus olhos semicerrados, e vi que ele não reagiu a minha insolência. Animada, comecei a correr mais rápido. Ninguém me olhou duas vezes. A sensação era de que minhas pernas estavam livres, em disparada pelas ruas."


Viveu como Bacha posh até os 13 anos, quando um homem muito poderoso quis tomá-la como esposa. (sua quarta esposa). Teve que deixar toda sua vida pra trás e se sujeitar a seu novo marido, dar filhos e cuidar da casa, aceitar sua sogra e as outras esposas dele. O homem além de oferecer dinheiro ao pai dela, ofereceu uma parte da plantação de ópio e casamento para as outras irmãs mais velhas dela.

"Ser mãe significava uma ruptura permanente com sua vida anterior. Não poderia mais pairar entre os gêneros, como uma pipa levada pelo vento. Não ia mais amarrar os seios para disfarçar sua silhueta. Não enganaria ninguém."


Rahima tinha uma tia, irmã de sua mãe, chamada Khala Shaima. Ela sempre foi muito presente e sempre lutava pelos direitos das meninas. Ela nasceu com uma deficiência na coluna e a cultura daquele povo era, se alguém nascesse "diferente" era marginalizado e não conseguia se casar. A irmã de Rahima também tinha uma pequena deficiência e isso as unia ainda mais. Então, ela sempre contava pras meninas uma história de sua tretavó.

Resultado de imagem para a perola que rompeu a conchaO livro mescla entre a história de Rahima e de Bibi Shekiba. Ela inspira sua vida e suas decisões com a história que ouve sobre sua tetravó. E a história de Shekiba é muito interessante e inspiradora para nossa protagonista.


Shekiba, uma menina que vivia com sua família separada dos familiares do pai. Na época ocorreu um surto de cólera e todos seus irmãos foram cometidos por essa doença, após a morte dos irmãos a mãe também faleceu ficando somete Shekiba e seu pai. Ali eles ficaram trabalhando na horta e com os animais, tocando a vida. Tanto seu pai como ela tinha um dom para mexer com a terra.

Depois de um bom tempo seu pai também faleceu e nossa segunda protagonista ficou só no mundo. Tinha os parentes de seu pai, porém não achou interessante mudar de vida e ir procurá-los. Continuou vivendo sua vida, emagreceu muito e chegou um tempo que foi obrigada a mudar-se para casa de sua avó. Lá era muito maltratada, era julgada culpada da morte do pai e de toda a família, pois quando pequena ocorreu um acidente e derramou óleo quente em seu rosto. Ou seja, um lado de seu rosto é lindo e o outro desfigurado.

Ali conhecemos a vida de Shekiba na casa da avó, depois quando ela foi "vendida", depois quando foi "doada", depois quando quase foi morta e etc.
Em contra partida conhecemos a vida de Rahima de casada e seus pensamentos e ideias. A vida de ambas, vivendo cada qual na sua época, mas dando inspiração e força.

Foi muito interessante ler essa história. Ver como Rahima teve que de Bacha posh voltar a se comportar como menino e como ficava com saudades da liberdade que somente eles tinham. O domínio que os homens ali tem em cima das mulheres e por mais que pareça fora da realidade nossa, a cultura daquele país é este e não mudou muito nos dias de hoje.

"Imaginando como teria sido a vida se eu nunca houvesse me tornando uma Bacha posh. Acho que foi a partir dessa transformação que minha família começou a desmoronar. E, é claro, cogitava se Shala e Parwin tinham os mesmos pensamentos. E se ainda se ressentiam das atitudes que eu tomara. Eu também queria saber o que Bibi Shekiba estava planejando. 



segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Pequeno Segredo - Um amor maior que a vida de Heloísa Shurmann

Resultado de imagem para genero do livro Pequeno Segredo - Heloísa SchurmannOlá pessoas!!! Essa resenha terá um pouco de spoiler.


Hoje venho contar sobre este livro que é não ficção uma vez que é real. É uma história muito linda sobre segredos, racismos e preconceitos. Então vamos à história.

A família Shurmann é conhecida por fazer aventuras pelo mar, viajando pelo mundo com seus filhos, descobrindo novos lugares, aprendendo novas línguas e novos costumes. Em uma dessas viagens conheceram um casal: Jeanne e Robert, ela nascida e criada no estado de Amazonas e ele Irlandês que viera ao Brasil à trabalho. Se conheceram e se apaixonaram. Robert tinha o sonho de viajar pelo mundo através do mar, e mesmo contra a vontade da mãe dele casou-se com Jeanne e deu a ela uma filha.

Antes disso acontecer, um acidente ocorreu. Através deste acidente Jeanne precisou receber doações de sangue e naquela época não era tão rigoroso e meticuloso os exames para a doação e ela acabou contraindo HIV. Viveu anos sem saber, casou-se e teve sua linda filha Kat.

Robert sabendo que o seu fim seria o mesmo da esposa, pois tinha contraído a doença através dela, gostaria de dar à sua filha uma oportunidade de viver em realidade diferente, sem lembrar dos pais morrendo e ficando à mercê da mesma doença que matou ambos. Assim Robert recorreu à família Shurmann para adotar sua filha e dar a ela educação, conhecimento e as aventuras das viagens pelo mundo através do mar.

À pedido de Robert e Jeanne adotaram Kat que mudou o rumo das suas vidas para sempre. Heloísa sempre teve vontade de ser mãe de uma menina, mas tinha concebido somente três meninos. A felicidade de ambos era enorme. Robert continuava em contato para saber de tudo da vida de sua filha.
Resultado de imagem para genero do livro Pequeno Segredo - Heloísa Schurmann
Tinham pausado a vida em viagens por causa da criança a pedido dos juízes que cuidavam da adoção. Ela estudou tanto em escolas convencionais como em ensinos à distância, mas a maior dificuldade era fazer Kat comer bem para que a doença não lhe causasse mais mal, por isso sempre faziam exames, consultavam com vários médicos e estudavam sobre novas fórmulas sobre o HIV.

Kat tomava suas vitaminas, mas não tinha a consciência da sua doença ou sobre a gravidade dela. Um dia teria que saber. Conheceu sua avó materna e paterna. A mãe de Robert era uma mulher fria, controladora, egocêntrica e não queria sua filha sendo criada por Brasileiros, mal sabia ela que sua neta teria a mesma doença da mãe.

A história soma esses relatos de Heloísa e da própria Kat em seu diário. A história não é só linda, é para podermos ver que não há limites para o amor, independente das condições podemos aproveitar a vida plenamente.

Indico esse livro que foi adaptado para o cinema e concorreu à Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.


"Diário, eu acho que a morte é muito fominha e não gosto nem de pensar nosso, mas ela leva as pessoas que a gente ama. Eu fico com medi às vezes quando a mommy e daddy viajam, deles não voltarem mais. Quem vai cuidar de mim? A mommy chegou bem triste. Uma noite eu pedi para ela colocar a mamãe dela nas Três Marias, assim vovô Ely não ia ficar sozinha. Agora ela está junto com minha mamãe e meu papai. E as Três Marias estão cheias."


quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

O ódio que você semeia - Angie Thomas

Resultado de imagem para O ódio que você semeia - Angie Thomas
Uma garota negra segurando uma placa na sua frente com o título do livro.
Olá pessoas!!!

Trouxe uma incrível e impressionante leitura. Este livro ganhou um prêmio de melhor livro do ano passado e hoje sei que merece esse título. Temas como racismo, preconceito, diferenças entre classes sociais, drogas e falta de oportunidades serão discutidas, então vamos à história.

"Quero ficar em casa e ver Um maluco no pedaço, minha série favorita da vida, sem dúvida. Acho que sei todos os episódios de cor. É hilário mesmo, mas também é como ver pedaços da minha história na tela. Eu me identifico até com a música-tema, Dois integrantes mal-intencionados de uma gangue provocaram confusão  no meu bairro e mataram Natasha. Meus pais ficaram com medo, e apesar de não terem me mandado para a casa dos meus tios em um bairro rico, me mandaram para uma escola particular burguesa. Eu só queria poder ser eu mesma em Williamson como Will era ele mesmo em Bel-Air. "


Starr, uma mocinha (16 anos) que vive bem com sua família em um subúrbio. Embora não estudasse mais na comunidade, pois seus pais faziam de tudo para eles terem oportunidades, amava e queria o bem do lugar onde morava. Starr estudava em uma escola onde ela e seu meio irmão eram os únicos negros, podia ser descolada e sentia que ali não podia demostrar quem ela era de verdade, pois se isso acontecesse iriam chamá-la de neguinha do gueto .Ela tenta não misturar esses dois mundo onde vive, mas chega uma hora que eles colidem e tem que escolher quem quer ser.

Starr, apesar de uma adolescente normal da periferia tinha sua amizade dividida, entre amizade da escola, onde as crianças não tinham dificuldade financeira e as amizades da comunidade onde enfrentavam a fome, o vício, guerra entre gangues, medo da polícia e etc.

Desde sempre teve que ter muito conhecimento do mundo em que vivia, pois seu pai foi preso quando ela era pequena e quem cuidou e deu a educação junto com sua mãe foi seu tio que é detetive e polícia. Sempre enxergou como a polícia via os moradores negros da comunidade e por isso aprendeu a conversar e agir em situações embaraçosas.

Nossa protagonista vai a uma festa e lá encontra seu melhor amigo de infância, Khalil. Precisam sair da festa correndo, pois teve uma briga entre gangues e saiu tiros. Eles saem juntos e no caminho para casa são parados por uma blits policial, ela espera que ele saiba agir nessa situação, porém não é o que acontece. Seu melhor amigo acaba morto por uma suposição. Starr é a unica testemunha ocular dessa injustiça.

"-Sinto tanto orgulho de você, amorzinho. Você é tão corajosa. Essa palavra. Eu a odeio. - Não sou, não. - É, sim. Ela se afasta e tira uma mecha de cabelo do meu rosto. não consigo explicar a expressão nos olhos dela, mas me conhece melhor do que eu conheço a mim mesma. Esse olhar me envolve e me aquece de fora para dentro.- Ter coragem não quer dizer que você não esteja com medo, Starr - diz ela. - Quer dizer que você segue em frente apesar de estar com medo. E você está fazendo isso."


Ela, mesmo sendo nova, vivenciou a perda de dois melhores amigos de forma injusta e sabe que por serem pobres, negros e de periferia esse caso ficará impune novamente. A partir daí vemos a vida dela sendo transformada, ela sendo a única testemunha que sabe que seu amigo não fez nada para morrer e a polícia querendo colocá-lo como o vilão da história. A mídia querendo a verdade, a população do bairro tentando fazer protestos a favor da situação.

Além desses conflitos, o livro nos mostra outras realidades. Filhos de pais separados, esposa de traficante, rapazes que não conhecem a realidade de uma favela, o motivo que leva um jovem a entrar para o mundo do tráfico de drogas, mulher apanhando de homem calada, negro namorando branco seria certo? e etc.

Acompanhamos a família unida de Starr a apoiando e vendo como ela amadurece em meio a tudo isso. Como ela descobre as verdadeiras amizades e descobre quem é ela de verdade.

Esse livro foi tão importante para mim, acredito que também será para muitos. Faz refletir sobre o mundo atual onde vivemos. Moro em uma comunidade e vivencio todos os dias um pouquinho do que aqui retratou e acredito ser essencial essa leitura. Do início ao fim o livro me cativou, e os personagem cada um é único e tem seu valor. Indico para todos essa leitura!!!


"Às vezes, você pode fazer tudo certo, e mesmo assim as coisas dão errado. O importante é nunca parar de fazer o certo. "


sábado, 11 de novembro de 2017

Todo mundo vê formigas - A. S. King

Resultado de imagem para Todo mundo vê formigas
Olá pessoas!!!

Trouxe uma nova leitura que retrata um assunto muito importante na atualidade, que é o Bullying.
Hoje esse assunto é muito mais relevante do que antigamente e leva a vários jovens a quererem acabar com sua vida, por isso uma leitura com uma boa historia e superação.

"Fico pensando se as formigas um dia vão sumir. Lembro que também ficava pensando se meus sonhos iriam parar. Claro que não pararam. Talvez as formigas sejam o segundo passo no caminho da loucura total dos Linderman."


Lucky, nosso personagem principal nos conta algumas coisas que precisamos saber para entende-lo, e uma das coisas é que fez um questionário para um trabalho de escola, mas uma única pergunta gerou muita confusão com Nader, um rapaz alto e forte e que desde que tinha 7 anos de idade vinha fazendo Bullying com ele, mas nunca ninguém deu atenção e ligou para isso. Agora com 15 anos, a agressão foi a das mais pesadas e assim começou a ver formigas.

Por causa dessa agressão, Lucky e sua mãe vão passar um tempo na casa de seu tio. Lá ele encara uma tia que pensa que ele vai acabar suicidando a qualquer momento, mas percebe que ela é quem  precisa de ajuda, pois toma muitos remédios para controle diário. Assim, Lucky vai nos contando como que iniciou esse Bullying, como Nader fez com que seu único amigo também o machucasse e todas as formas de agressão que sofrera durante esses anos todos.

Seus pais eram muito amáveis, porém foi criado a maior parte da sua vida pela avó que morreu de câncer a 5 anos e nos conta que seu avô foi selecionado para guerra do Vietnã e nunca mais voltou. Lucky tenta salvá-lo todos os dias através de sonhos e imaginação. Gosta mais de viver os sonhos, pois é forte e resgata sempre o avô, na vida real ele sempre apanha e não consegue defrontar Nader.

"'Você abriria mão de sua vida real e da liberdade por isso?' Ele me olha como se estivesse irritado. 'Pra que serve a minha vida real? Ela é uma droga.'"


Lucky sempre diz que sua mãe é uma lula e seu pai uma tartaruga. Sua mãe sempre gasta seu tempo nadando para se distanciar dos problemas não resolvidos com seu pai que é uma tartaruga porque sempre entra para dentro do casco para não enfrentar os problemas que incluem seu filho apanhando na escola, seu pai que nunca conheceu e está sumido e sua esposa que sente muita sua falta.

Resultado de imagem para Todo mundo vê formigas


"'Eu odeio meu pai', eu disse. 'Por que?' 'Ele trabalha o tempo todo e não está nem aí  pra nós. Ele mal fala com a gente.' (...) De volta para casa, perguntei para minha mãe: 'Você já se pegou pensando que, se você fosse uma bisteca ou uma  paleta de cordeiro, o papai ia prestar mais atenção em você?' Ela deu risada.'Sim, Luck. já me senti assim.'"


O que mais gostei foi o emadurecimento e evolução do personagem. Um livro muito fácil de se ler, rápido encantamos com o personagem principal que está sofrendo e encontra algo em sua própria imaginação para superar isso.

"Fico pensando se há concreto cor de argila o suficiente para preencher o buraco onde meu pai deveria estar. Ou para preencher o lugar onde deveria estar a atitude firme da minha mãe. Ou para preencher o buraco onde deveria estrar minha coragem. "

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

O Círculo - Dave Eggers

Resultado de imagem para o circulo livro
Olá pessoas!
Trouxe este livro que virou filme recentemente e trás uma grande crítica a atualidade fissurada em compartilhar e curtir, redes sociais e etc.


"Vamos nos tornar onividentes, oniscientes."


Mae Holland é nossa personagem principal, que com indicação de sua melhor amiga consegue trabalhar em uma grande empresa, a mais bem vista e bem sucedida empresa que todos almejam entrar.
Essa empresa "Circulo" é a empresa dos sonhos, nela tem desde alojamentos para descanso, salas de jogos e até festas todos os finais de semana, e ainda uma rede de relacionamento entre os trabalhadores em que eles se conectam por interesses para sair e se divertir.

Mae consegue se destacar devido a boa pontuação que alcança ainda sendo uma novata naquele meio e participa de algumas palestras importantes na empresa. É solicitada a usar uma pulseira onde monitora todos seus movimentos, desde quantos passos são dados por dia e até seu batimento cardíaco. Ela fica fascinada com tanta evolução da tecnologia usada e é apresentada a uma nova tecnologia onde uma câmera é instalada na pessoa e todos os seus movimentos são transmitidos para quem quiser ver, se chama de transparência e  por aceitar ser transparente ganha pontos com o chefe da empresa e status. 

Além dessas tecnologias já citadas, de uma tela de computador para trabalhar na sua mesa, aumentam para umas sete em menos de um mês. Logo após ela ganha um outro dispositivo como um óculos que faz perguntas sobre produtos ou gostos pessoais, com metas para respostas, e aos poucos Mia vai se tornando mais popular, não porque ela quer, mas porque a empresa a induz a ficar no ranking dos melhores e mais populares da empresa.

Em paralelo à vida profissional de Mia, tem a vida pessoal onde tem seus pais que moram longe. Seu pai sofre com uma doença degenerativa e o plano de saúde não cobre direito as necessidades da doença e acaba ficando cada vez mais difícil lidar com ela. Um ex namorado os ajuda em várias situações e sua mãe dá muito apoio para eles darem certo novamente, mas na cabeça de Mia ele é muito ultrapassado, nem gosta de celular e internet, é muito certinho e pra ela não dá. Já está em outra, tem um rapaz lá no círculo que é muito mais interessante que ele e luta por boas causas. 

Por fim, a empresa ajuda os pais de Mia e dá a ele a assistência que precisa em sua doença, assim despreocupando ela desse fardo. Com isso, ela acaba se envolvendo cada vez mais com a tecnologia e se afastando da família, dos amigos e fica cada vez mais popular no mundo todo.

Mia não consegue ver a enroscada que se meteu, nem quando essa rede social do circulo tenta abraçar o mundo criando leis para todos terem a rede, usá-la e fazerem dela o centro de tudo. 

O livro nos faz repensar as nossas ações na internet, as relações com as pessoas ao nosso redor e a imensidão de poder que a internet tem para dominar as pessoas. Basta ver o tamanho das maiores empresas de internet Google e redes sociais, as pessoas sendo induzidas pelo Youtube e etc.


"Aí está a questão e é penoso dizer isso para você. Mas você já não está muito interessada. Fica sentada numa mesa de trabalho vinte horas por dia e não tem nada pra mostrar, senão alguns números que daqui a uma semana não vão mais existir ou não vão ser lembrados. Você não está deixando nenhum testemunho de que viveu. Não existe prova nenhuma. (...) Pior ainda, você não está fazendo nada de interessante. Não está mais vendo nada, dizendo nada. O paradoxo bizarro é que você acha que está no centro de tudo e que isso torna suas opiniões mais valiosas, só que você mesma está ficando menos vibrante. Aposto que há meses que não faz nada longe das telas. (...) Você passeia ao ar livre? (...) Acho que você pensa que ficar sentada na sua mesa de trabalho, mandando sorrisos e caras feias, de algum jeito faz parecer que está levando uma vida de fato fascinante. Você faz comentários sore coisas e isso substitui fazer as coisas  de fato. Olha as fotos do Nepal, aperta o botão de sorriso, e acha que é a mesma coisa que ir lá. (...)"

sábado, 27 de maio de 2017

Olhe nos meus olhos - Minha vida com síndrome de Asperger de Jonh Elder Robison

Olá pessoas!

Resultado de imagem para olhe nos meus olhos livro
Um menino com os olhos fechados e oprimido -
 capa do livro
Trouxe essa linda leitura, interessante e impressionante.

É um livro autobiográfico, sobre uma pessoa convivendo com a síndrome de Asperger. Essa doença é uma condição do autismo, na época que o autor vivencia, ela ainda não era conhecida, então ele era rotulado estranho pela sua condição ainda sem nome. O que mais me surpreendeu é que ele somente foi diagnosticado aos 54 anos, mas para ele só deu-se nome ao que ele já sabia.


O nosso personagem é Jonh que nos conta sua vida na infância, o relacionamento com seus pais e seu irmão mais novo. Nos conta as experiencias que fazia com seu irmão na inocência, sem saber que poderia machucá-lo. Seus pais começaram a ter comportamentos diferentes, muita bebida e agressão da parte do pai que não entendia o filho, achava que era um marginal por ter comportamentos diferentes: "Todo mundo achava que entendia meu comportamento. Era simples: eu não era boa coisa. Ninguém confia num cara que não olha nos olhos. (...) Eu não conseguia entender porque eles ficavam tão agitados, nem ao menos porque era tão importante olhar nos olhos dos outros".

Sua mãe teve problemas mentais e fora internada diversas vezes e nosso protagonista após se mudar várias vezes com seu pai, viu a oportunidade de sair de casa com 17 anos.

Ele nomeava as coisas de forma que ficava mais fácil para ele assimilar, dava nome ao irmão (verme),  à sua namorada (ursinho), ao seu pai e até para sua mãe, mas estes dois precisou de um psicologo a prometer que não apanharia se contasse os apelidos: Escrava e estúpido! Na cabeça dele fazia sentido, e quando lemos faz mais sentido ainda.

Ele não sabia o que dizer em uma conversa, nos conta essa dificuldade e como aprendeu a "responder o que as pessoas queriam ouvir", não sabia corrigir os outros, porque pensava que somente tinha o seu jeito de fazer as coisas certo. Do nada ficava se balançando, tinha umas expressões muitas vezes inapropriadas para o comum. Mas, por outro lado era super inteligente, gostava de ler e estudar, se interessava por tanques, aviões, pedras, estrelas, dinossauros, mas um presente fez que se interessasse por eletrônica de uma forma que fez seu futuro.

Fez um curso de eletrônica, trabalhou em um laboratório da universidade e assim uma coisa que começou por diversão que era montar rádios, aparelhos de dar choques se juntou com uma outra paixão que descobriu, que era a música e assim começou a trabalhar com amplificadores de sons, modificar instrumentos, efeitos sonoros e etc. Acabou em uma das melhores bandas daquela época Kiss e Pink Floyd, por mais que foi bem sucedido não terminou de se formar e nem teve uma faculdade pela dificuldade na socialização que teve e compreensão dos demais.

As partes mais legais do livro são aquelas que inocentemente coloca seu irmão numa fria ou com muita maldade faz trotes nas pessoas, o maior foi quando colocou um manequim com roupas parecendo uma pessoa sendo enforcada e eletrocutada num poste. Acionou as autoridades do local que depois de horas trabalhando descobriram que era um trote.

Além dos relatos dessas experiencias ele também nos conta sobre sua vida amorosa, sobre filhos e seus sentimentos sobre tudo que vivenciou e a preocupação em seu filho ser como ele e sofrer da mesma forma que sofreu, é interessante o alivio que vimos quando ele lê sobre seu caso e como percebe que se na época da sua criancice os seus pais soubessem o porque daquele comportamento, a vida poderia ter sido diferente e as chances perdidas poderiam ter sido aproveitadas. O relato abaixo demostra o pensamento e o sofrimento dele em relação a isso:

"Estas dificuldades destacam um problema que os portadores de Asperger enfrentam todos os dias. Uma pessoa com uma deficiência obvia - por exemplo, alguém numa cadeira de rodas - é tratada de modo compreensivo porque sua deficiência é obvia. ninguém vira para um rapaz na cadeira de rodas e diz, rápido! Vamos correr atpe o outro lado da rua!, E quando ele não pode fazer isso ninguém diz, Qual é o seu problema? Eles até se oferecem para ajudá-lo. Comigo não existe nenhum sinal externo que indique que tenho uma deficiência conversacional. Então, quando alguém me ouve dizer alguma coisa sem sentido para eles, comentam: mas que sujeito arrogante! Não vejo a hora em que minha deficiência seja tão respeitada quanto um cara na cadeira de rodas."


Descobrir que viver de forma diferente dos demais convivendo com seu problema e enfrentando foi para ele libertador, pois achava que por não conseguir seguir as regras de fazer as coisas pelo modo usual, a qualquer momento as pessoas iriam descobrir a verdade e seria descartado como uma fraude,

Enfim, ler este livro foi de um aprendizado enorme, me diverti bastante lendo as traquinagens que ele fazia, e consegui trazer para mim a compreensão que necessitamos ter com quem sofre com essa síndrome. Hoje a sociedade está mais conscientizada sobre essa síndrome, mas ainda na educação é um desafio que precisamos enfrentar.


Indico essa leitura para se divertir, para aprender e amar.

Resultado de imagem para sindrome de asperger
Sintomas da Síndrome